Light lança comercializadora exclusiva para São Paulo

Light Com inicia atividades com 16 clientes que possuem consumo de 55 GWh. Foco será em consumidores especiais

Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia
18/06/2010

A Light inaugura na próxima segunda-feira, 21 de junho, um novo braço na área de comercialização: a Light Com, com o objetivo de conquistar, ou reconquistar, o mercado paulista, do qual a empresa se despediu há três décadas. A comercializadora já inicia as atividades com 16 clientes, com demanda total de 55 GWh. "A ideia é ter uma marca voltada ao estado de São Paulo e ter uma marca que comercialize também, não só energia, como os serviços de eficiência energética, nos quais a Light é bem desenvolvida", disse Evandro Vasconcelos, diretor de Energia da empresa.

Vasconcelos disse que alguns clientes da Light Esco, a comercializadora do grupo, foram transferidos para a Light Com, mas a maioria foi prospectado para a nova companhia. Um dos focos da empresa serão os consumidores livres especiais, com consumo mínimo de 0,5 MW, que podem comprar energia de fontes alternativas renováveis. O tratamento a esses clientes será no estilo "taylor made", ou seja, ajustado ao perfil de consumo dos clientes.

Segundo Vasconcelos, a Light já está em uma fase madura da entrada no mercado paulista. "Já sabemos qual o nicho de mercado que queremos atuar e da forma como vamos atuar", observou o executivo em entrevista à Agência CanalEnergia. A área de comercialização da Light vai se beneficiar do crescimento da capacidade de geração do grupo. 

"Comercializamos a energia de nosso próprio portfólio, assim como da compra de outros geradores", explicou Vasconcelos. Atualmente, a Light está construindo, em sociedade com a Cemig, a pequena central hidrelétrica de Paracambi, com capacidade de 25 MW, que será voltada para atendimento do mercado livre. A usina começa a operar em 2011.

Quanto à Light Esco, Vasconcelos afirmou que a comercializadora continuará com foco nacional. "Temos uma forte participação no mercado do Rio de Janeiro e em capitais do Nordeste, que têm características de mercado similares aos do Rio de Janeiro", observou.








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