Furnas energiza sua primeira usina solar e mira mercado de GD

Companhia deve ter mais duas usinas operando na próxima semana para reduzir em até 40% o gasto com energia em suas instalações, além de avaliar novos projetos em 180 MWp para venda no mercado livre e regulado

A elétrica Furnas energizou sua primeira usina solar, estreando na modalidade de geração distribuída. Essa é a primeira das três plantas fotovoltaicas que estão sendo construídas pela empresa próximas à hidrelétrica Anta, localizada no rio Paraíba do Sul, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. As centrais têm potência nominal de 1,2 MWp cada, totalizando 3,6 MWp, e podem representar uma redução em cerca de 40% com os gastos anuais com eletricidade no RJ, informou a estatal em nota na última terça-feira (5).

Segundo a companhia, o objetivo é explorar a potencialidade das áreas adjacentes e espelhos dos reservatórios das UHEs com a implementação de parques solares. Além de Anta, que deve ter as outras duas UFVs energizadas na próxima semana, estão em construção usinas do mesmo tipo na UHE Itumbiara (MG/GO) e na Termelétrica de Campos(RJ). O projeto será ampliado para compensar toda a energia consumida por Furnas em suas instalações.

Estudos e medições solarimétricas também tem sido empreendidas para geração fotovoltaica em áreas contíguas às usinas de Batalha (MG/SP), Estreito (MG/SP), Marimbondo (MG/SP) e Corumbá I (GO). Quando em operação, as UFVs somarão uma potência instalada de 180 MWp em áreas remanescentes dos empreendimentos e no espelho d´água dos reservatórios, para a venda de energia, seja no ambiente regulado ou no mercado livre.

Além de não afetar o meio ambiente e aproveitar a absorção de calor no espelho d’água, no caso das flutuantes, a geração solar complementar, quando instalada em locais próximos às usinas existentes, aproveita a estrutura de transmissão já em operação, reduzindo custos. “A iniciativa está em linha com os objetivos definidos no Planejamento Estratégico da empresa no sentido de viabilizar negócios que possuam sinergia com a infraestrutura existente”, afirma Furnas em nota.