Estação de tratamento de esgoto gerará energia no Paraná

Usina será equipada com dois motores fornecidos pela GE Power

A GE Power e a CS Bioenergia, joint-venture formada entre Cattalini Bioenergia e a Sanepar, anunciam a assinatura de contrato para um projeto de geração de energia a partir da decomposição do lodo e da matéria orgânica depositada em estação de tratamento de esgoto. Localizada no Paraná, a usina geradora será equipada com dois motores Jenbacher JCM 420 fornecidos pela GE. Juntos, os equipamentos produzirão 5,8 MW de energia.
 
As máquinas fornecidas utilizarão o biogás proveniente da biodigestão do lodo e da matéria orgânica depositada na CS Bioenergia para geração de energia. Operados em cogeração, os motores Jenbacher produzirão 3 MW de energia térmica e 2,8 MW de energia elétrica. Do total de energia elétrica produzida, 0,5 MW será consumida pela própria usina de biogás para manter sua operação e os outros 2,3 MW serão disponibilizados à rede de distribuição. O total de energia gerada é suficiente para abastecer cerca de 8.400 pessoas ou 2.100 unidades consumidoras no entorno da unidade de tratamento.
 
“Gerar energia a partir do tratamento do esgoto e de resíduos orgânicos é um modo inteligente e sustentável de reciclar o que é produzido pela atividade humana. Se não seguirmos este caminho, estaremos ‘enterrando energia’ em aterros sanitários e desperdiçando uma fonte de geração limpa, renovável e com enorme potencial para ajudar a diversificar a matriz elétrica brasileira”, comenta Luciano Fedalto, diretor Técnico da CS Bioenergia.
 
No Brasil, grande parte das estações de tratamento de esgoto em operação direciona o lodo proveniente do processo para aterros sanitários, local destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Nos aterros, o material coletado é queimado na atmosfera ou então transformado em chorume, líquido altamente poluente e que, por essa característica, exige nova etapa de tratamento a fim de reduzir os impactos de seu descarte ao meio ambiente. Atualmente, alguns aterros em operação já transformam o biogás gerado em energia, porém as iniciativas ainda são incipientes no Brasil.