Votorantim Energia, Omega e Tractebel se destacam no A-3

Light Energia e Celesc Geração viabilizam PCHs no certame. Creral vende usina movida a casca de arroz e Bahia terá térmica a gás em Camaçari

A Votorantim Energia e a Omega Energia foram as maiores vencedoras do leilão A-3 realizado nesta sexta-feira, 21 de agosto. O complexo eólico Ventos de São Vicente tem 206 MW de capacidade e fica no estado do Piauí. O complexo, que deve custar em torno de R$ 780 milhões para ser implantado, também marca a entrada no setor da Votorantim Energia, que já atua em renováveis. O outro grande vencedor do leilão foi a Omega Energia, que viabilizou 210 MW nos complexos Ventos do Norte e Ventos Maranhenses, localizados no Maranhão. O projeto deve consumir R$ 543 milhões em investimentos.

Quem também apareceu no A-3 foi a Tractebel, que comercializou 21,46 MW médios no certame com 97,2 MW do Complexo Eólico Santa Mônica, na cidade de Trairi (CE). O investimento está estimado em R$ 460 milhões. O projeto conta com 36 aerogeradores de 2,7 MW cada, que somam 97,2 MW de capacidade instalada, o suficiente para alimentar uma cidade com 170 mil habitantes. De acordo com o diretor-presidente da Tractebel Energia, Manoel Zaroni, o leilão foi uma foi uma boa oportunidade oferecida pelo mercado para otimizar a carteira de projetos eólicos da empresa. Segundo ele, a Tractebel vem investindo fortemente na energia eólica. Ela possui 159,4 MW de parques eólicos em operação, no Ceará e Piauí, além de outros 326,7 MW em implantação na Bahia e mais 920 MW previstos para Campo Largo II e Santo Agostinho (RN).

As PCHs mantiveram o ritmo de contratação dos últimos leilões. Desta vez, foram comercializadas sete usinas, em que o destaque vai para a Light, que viabilizou os quatro projetos da Guanhães Energia. Ela tem 51% de participação e a Cemig, 49%. As PCHs Dores de Guanhães (14 MW), Fortuna II (9 MW), Jacaré (9 MW) e Senhora do Porto (12 MW) ficam no estado de Minas Gerais e juntas vão demandar R$ 269,3 milhões em investimentos. A Celesc Geração deu o primeiro passo na expansão do seu parque gerador e venceu a PCH Xavantina (SC – 6,07 MW), projeto de R$ 38 milhões em parceria com outros sócios. A empresa é minoritária, com 40% de participação. Em conferência realizada na última quinta-feira, 20 de agosto, o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, havia prometido que algum movimento seria feito, quando avisou que "boas notícias devem acontecer em breve".

A Creral (RS), que atende a 37 cidades das regiões Alto Uruguai, Altos da Serra e Produção, vendeu a PCH Santa Carolina (10,5 MW) e a UTE São Sepé (6,87 MW), no Rio Grande do Sul. Essa térmica é movida a biomassa a casca de arroz e o investimento para construir a usina será de cerca de R$ 45,9 milhões. As obras devem começar em janeiro de 2016. Já a Clealco viabilizou a UTE Clealco Queiroz, em São Paulo, com 14,5 MW de potência instalada e investimentos de R$ 70 milhões.

O leilão também foi marcado pela comercialização de um projeto a gás, da Imetame Energia. A UTE Prosperidade I (28 MW) ficará em Camaçari (BA). A Imetame explora óleo e gás no estado e opera poços. O investimento no projeto será de R$ 93,3 milhões.

(Nota da Redação: matéria alterada às 10:57 horas do dia 24 de agosto de 2015 para correção de informação fornecida sobre a Votorantim. Os parques foram adquiridos da Casa dos Ventos)