Angra 3 deverá ficar pronta no prazo, afirma Eletrobras

Diretor da estatal lembra que contrato tem cláusula de solidariedade e que as duas empresas remanescentes no consórcio Angramon tem condições de cumprir o acordo

A Eletrobras afirma que a usina nuclear de Angra 3 entrará em operação comercial no prazo estimado atualmente que é de dezembro de 2018. O anúncio da desistência das construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Techint não deverá levar a atrasos na execução da montagem eletromecânica da usina, contrato esse que foi suspenso preventivamente pela estatal por 60 dias.

De acordo com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, o consórcio Angramon, que ainda é formado pela UTC e EBE podem concluir o projeto. “A obra vai continuar com as duas empresas, o contrato tem uma cláusula de solidariedade. Não adianta dois ou três saírem, o contrato fica de pé pela manutenção das empresas as que ficaram vão levar a obra. O contrato de financiamento de R$ 3,8 bilhões foi assinado com a Caixa e estamos tratando da questão com as empresas”, afirmou o executivo após a reunião da empresa com analistas e investidores promovida pela Apimec-SP.

Araújo assegurou que o contrato de fornecimento da usina está compatibilizado com a data de início de geração da usina. Inclusive, disse ele, ainda há espaço para as negociações que a empresa está levando porque o cronograma aponta o comissionamento da central em agosto o que daria um prazo de quase três meses para essas conversas sem alterar a meta de início de geração comercial.

“Estamos negociando a manutenção dos contratos de montagem comissionamento da usina será em agosto e prometemos a energia para dezembro, ainda temos tempo para negociar”, confirmou ele. Atualmente a fase da construção da usina está na parte civil e está em dia.

Em termos de investimentos no ano, a Eletrobras deverá alcançar o nível histórico de investimentos ao ano de cerca de 80% dos R$ 14,5 bilhões estimados para o ano. Até o final do primeiro semestre a estatal aplicou 25% desse montante, R$ 3,6 bilhões. Araújo comentou que é normal a aplicação de um nível mais baixo de investimentos nos seis primeiros meses do ano e mais forte no segundo semestre, que deverá levar ao patamar histórico do orçamento anual da companhia.