RGE e RGE Sul aplicaram R$ 232,1 milhões na troca de postes em 2017

Entre janeiro e dezembro foram instalados 91.523 mil novos postes na área de concessão das distribuidoras, uma média de 251 por dia

A RGE e RGE Sul anunciaram os números relativos ao projeto de substituição de postes de madeira por unidades de concreto ou fibra em suas redes de distribuição, durante 2017. A iniciativa, que faz parte do Plano de Manutenção do Grupo CPFL Energia, atingiu a marca de 91.523 substituições entre janeiro e dezembro do ano passado, uma média de 251 novos postes instalados por dia. As trocas e instalações dos novos componentes aconteceram nos 373 municípios das duas áreas de concessão das distribuidoras e tiveram um investimento de R$ 232,1 milhões. Para este ano, a projeção é de que os números sigam na mesma média do ano anterior.

O presidente das concessionárias, José Carlos Saciloto Tadiello, destaca que a troca de postes é uma das estratégias das distribuidoras para assegurar a qualidade no fornecimento de energia e dar mais robustez a toda rede distribuição, especialmente em regiões do Estado que integram o corredor por onde chegam os temporais vindos dos países vizinhos. “Os recursos aplicados na substituição dos postes estão alinhados com os demais investimentos realizados na rede e oferecem mais robustez a todo sistema. Além disso, temos um ganho de confiabilidade diante as adversidades climáticas que castigam o Estado ao longo do ano”, explicou Tadiello.

Cabe ressaltar que as duas distribuidoras não instalam mais postes de madeira nos municípios de sua área de atuação e que os existentes são gradativamente substituídos de maneira preventiva, conforme a necessidade. Atualmente, toda substituição de postes de madeira é efetuada por postes de concreto ou fibra em locais de difícil acesso, independente da motivação da troca.

Uma novidade é que a RGE será a primeira distribuidora de energia elétrica do país a possuir postes autoaterrados em sua rede, a partir de tecnologia desenvolvida pelo Grupo CPFL. O aterramento do poste é pertinente porque faz a ligação entre a terra e a rede elétrica, sendo muito útil, por exemplo, quando há incidência de raios. Geralmente são utilizadas hastes na parte inferior e, através de cabos, elas se ligam à rede, que fica no topo. Com a nova tecnologia, o concreto utilizado na base do poste já terá componentes que permitirão maior condutividade elétrica, eliminando a necessidade das hastes. Um dos principais benefícios dos novos postes é a redução da queima de equipamentos da rede principalmente em dias de temporal. Transformadores, reguladores de tensão e religadores automáticos estarão mais protegidos.