Copel tem 20% de energia descontratada para enfrentar GSF

Volume equivale a cerca de 400 MW médios em 2018 e para os próximos anos a estratégia deverá manter-se no mesmo nível mesmo com a entrada em operação de 717 MW em nova capacidade

A Copel está descontratada em 20,8% do seu total de energia assegurada para o ano de 2018 que é atualmente de 1.977 MW médios. Esse é o patamar que a empresa trabalha para se proteger do déficit de geração hídrica ante as perspectivas do GSF. Para o ano que vem o mesmo patamar encontra-se em aberto e deverá ser mantido nesse mesmo nível, pois segundo a empresa as condições dos reservatórios não se mostram, neste momento, muito melhores do que em 2018.

Esse é o volume de energia que a empresa tem como estratégia deixar como hedge para se proteger do risco hidrológico. Mesmo no ano que vem quando sua garantia física aumentará para 2.151 MW médios, a meta da empresa é deixar esse volume em aberto para enfrentar eventuais flutuações do GSF. O que sobrar, a empresa liquida no mercado de curto prazo.

De acordo com o superintendente de Mercado de Capitais da Copel, Artur Pessuti, esse é o nível atual que a companhia paranaense considera confortável para enfrentar o risco hidrológico. A partir de 2020 a empresa apresenta um declínio no volume de energia contratada, até porque a maioria de sua produção é destinada ao mercado livre. Está em 41,4% sem contratos, em 65,5% em 2021 e em 79,5% em 2022. Apenas 12,4% da geração destina-se ao ACR.

“As premissas que utilizamos indicam déficit de geração ano que vem, por isso mantivemos os 20%. Já nos demais ainda há pouca liquidez e se esperamos mais um pouco conseguimos vender essa energia a um preço melhor. Vamos reduzir essa energia disponível ao longo do ano de 2019, mas é provável que ao final do ano que vem tenhamos em 2020 20% disponível como hedge ao GSF”, explicou ele em encontro com analistas e investidores realizado pela Apimec-SP.

A empresa seguiu a estratégia de alocação de energia mais conservadora e alinhada com a maioria das empresas do setor em concentrar a sazonalização no segundo semestre quando o PLD está mais elevado. Com esse hedge a empresa evita a necessidade de recorrer ao MCP para recompor seu lastro ao PLD que vem se mantendo no teto regulatório nas últimas semanas.