Governo ainda avalia situação da Amazonas, após decisão do Senado, diz Ferreira Jr

Opção, em princípio, é manter o leilão da distribuidora, previsto para o próximo dia 25

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, disse que o governo está reunido permanentemente desde quarta-feira, 17 de outubro, para avaliar uma alternativa, após a rejeição pelo Senado na última terça-feira, 16, do projeto de lei que facilitaria a  privatização da Amazonas Distribuidora. Segundo o executivo, não existe ainda nenhuma decisão sobre eventual adiamento do leilão de venda da empresa, previsto para a próxima quinta-feira, 25 de outubro.

O deposito de garantias e a entrega da proposta econômica para o certame deverão ser feitos na segunda-feira, 22, o que daria prazo até domingo para uma decisão. Ferreira Jr acredita que, em princípio, a opção é manter a data do certame, mas  admitiu que “manter o leilão é uma coisa, e ter interessados é outra.”

Ele afirma que prefere acreditar nas chances de privatização da distribuidora, mesmo sem as medidas do projeto de lei da Câmara (PLC) 77 que criaria as condições para que ela se tornasse mais atrativa. “Nós vendemos outras três [distribuidoras] assim. Mas eu não tenho como te dizer isso hoje”, disse em conversa com jornalistas no Ministério de Minas e Energia.

Já uma eventual prorrogação do prazo de designação da Eletrobras como operadora da Amazonas dificilmente deve acontecer, segundo Ferreira Jr, porque significa prorrogar uma solução, mantendo o problema. “A única coisa correta aqui é: um operador com capacidade financeira pode fazer muito mais pela empresa do que nós, com a limitação financeira que está estabelecida”, argumentou o executivo.

A data limite aprovada pela assembleia de acionistas para que a Eletrobras permaneça com as distribuidoras é 31 de dezembro desse ano. Findo esse prazo, a Amazonas e a Ceal (AL) poderão ser liquidadas, e suas concessões relicitadas.

Das seis distribuidoras da Eletrobras no Norte e no Nordeste, já foram vendidas Cepisa (PI), Ceron (RO), Eletroacre (AC) e Boa Vista (RR). A Ceal teve o leilão suspenso por liminar do Supremo Tribunal Federal, devido a uma disputa entre a União e o governo de Alagoas.