Claro e Engie fecham contrato para o mercado livre

Acordo de 30 MW viabilizará a segunda fase do complexo eólico Campo Largo, na Bahia, que terá 360 MW de capacidade instalada

O Grupo Claro, que detém as marcas Claro, Embratel e NET, e a Engie fecharam contrato para 30 MW de energia. O contrato, explicou a geradora em comunicado, viabiliza a construção da segunda fase do Complexo Eólico Campo Largo, na Bahia. Localizado nos municípios baianos de Umburanas e Sento Sé, a 420 km de Salvador tem um potencial de desenvolvimento de 686,7 MW tendo sido desenvolvido em etapas: a Fase 1, com 326,7 MW e 11 centrais eólicas, estará 100% em operação até o final do ano e a Fase 2, com 360 MW de capacidade instalada, conta com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão. O número de unidades geradoras ainda não está definido, pois depende do equipamento a ser escolhido pela Engie, que trabalha com um número entre 11 e 12 aerogeradores.
Com a segunda fase de Campo Largo, a geradora ultrapassará 1 GW de capacidade instalada em energia eólica no Brasil, apontou a empresa, que estuda as opções de máquinas para a central. Na avaliação do presidente da geradora, Eduardo Sattamini, o momento está propício à contratação, pois o mercado de aerogeradores apresenta bastante oferta.

A contratação de energia realizada pelo grupo de telecomunicações faz parte do Programa A Energia da Claro, lançado em dezembro de 2017, que prevê o uso de energia limpa, por meio de Geração Distribuída, e a adoção de ações de proteção ao meio ambiente em todas as suas operações e instalações no Brasil.É o maior projeto de GD do país entre empresas privadas e o primeiro entre empresas de Telecomunicações. Já estão em operação nove usinas em quatro diferentes estados do país, além de 40 usinas em construção.