Eletronorte adota solução para evitar desligamentos provocados por aves em LTs

Dispositivo batizado de Chapéu Chines e chapas de zinco começaram a ser usadas em Tocantins, na proteção a cadeias de isoladores

Técnicos da regional da Eletronorte em Tocantins desenvolveram um dispositivo feito de zinco, semelhante a um chapéu e batizado de “Chapéu Chinês”, para proteger a cadeia de isoladores em I de linhas de transmissão no estado. Para as cadeias de isoladores centrais, eles instalaram chapas de zinco. A solução, segundo a empresa, tem com objetivo evitar desligamentos pela presença de aves nas instalações, especialmente de Curicacas.

Os acidentes provocados pela construção de ninhos ou por fezes de aves são, de acordo com a Eletronorte, uma das principais causas de desligamentos de energia, com ocorrências frequentes nas linhas que atravessam os estados de Minas Gerais e São Paulo, na Região Sudeste; Goiás, na Região Centro-Oeste; Rio Grande do Sul, na Região Sul; e Tocantins, na Região Norte. Em nota, a empresa cita dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostrando que os incidentes com curicacas em 2018 representaram 7,6% na Rede Básica, em comparação com os desligamentos de origem interna, e 7,34% na Rede de Operação. Entre 2014 e 2017, a média de ocorrências na Rede Básica foi de 3,3%.

O engenheiro de operação Renato Antonio de Oliveira explicou que o equipamento atende as necessidades da empresa e deve passar por adequações. “Já solicitamos um estudo eletromagnético e do tipo de material. A proposta é instalar esse dispositivo em toda a linha Miracema – Colinas e na linha Imperatriz – Colinas, no trecho que vai de Colinas até Araguaína”, informou. O Chapéu Chinês e a chapa de zinco já são um aperfeiçoamento da solução inicial, que consistia na instalação de cones nos isoladores em I e de telhas translúcidas de polipropileno nas cadeias centrais com isoladores em V.