Cemig apresenta nova estrutura operacional e aumenta aporte para distribuição

Maior reestruturação da história da companhia representou redução de 25% dos cargos de Superintendência e Gerência e a eliminação de diversos níveis hierárquicos, numa iniciativa visa aumentar competitividade da empresa

Visando elevar seus níveis de competitividade, a Cemig realizou a maior reestruturação de sua história na última sexta-feira (9), com a redução de 25% dos cargos de Superintendência e Gerência e a eliminação de diversos níveis hierárquicos. Os colaboradores foram remanejados para outras funções. Ademais, a companhia informou que um programa específico de desligamento voluntário destinado a este público está em análise.

A reestruturação organizacional é resultado de trabalho desenvolvido com o apoio de uma das maiores consultorias empresariais internacionais, e trará mudanças significativas no processo de gestão da concessionária, proporcionando maior fluidez no processo decisório e interação entre as diversas áreas, com foco em eficiência, sustentabilidade e melhoria no atendimento aos clientes. Não houve alteração no atendimento ao cliente externo, que está sendo considerado como prioridade máxima pela companhia.

“Essa operação faz parte do planejamento de reestruturação da empresa, com foco na maior eficiência, melhores resultados e sustentabilidade. Queremos que a Cemig seja reconhecida, em pouco tempo, como a empresa que atende com maior qualidade e mais eficiência as demandas dos seus clientes”, afirmou o presidente Cledorvino Belini.

Adicionalmente, o Conselho de Administração da Companhia aprovou aumentar o Plano de Investimentos da Cemig Distribuição, contemplando a execução adicional de R$ 1,2 bilhão para o período de 2020 até 2022, com o objetivo de acelerar a modernização da base de ativos desta empresa, reduzir custos de operação e manutenção, melhorar indicadores de qualidade e aumentar a satisfação dos clientes. O Plano de Investimentos da Cemig Geração e Transmissão permanece inalterado.

 Consolidação

Belini assumiu a presidência da companhia em fevereiro deste ano, e, em menos de dois meses, implementou a austeridade na gestão dos recursos pagos pelos consumidores na conta de luz. Com a autorização dos conselheiros, determinou o corte de custos na alta administração, com a redução de 11 para 7 diretorias da empresa de energia elétrica mineira, além de expressiva redução do Conselho de Administração e assessores.

Este ano houve a redução de 602 empregados que aderiram ao Plano de Desligamento Voluntário Programado lançado pela empresa, e a contratação de 111 novos eletricistas, técnicos e engenheiros aprovados em concurso para aprimorar os serviços das áreas operacionais.

Com as mudanças anunciadas na última sexta-feira, o presidente consolida o planejamento mais adequado para a estrutura da empresa, dentro de uma visão de orientar a organização para os negócios principais, como vinha buscando desde o início de seu mandato. Além disso, a extinção dos níveis hierárquicos em diversos processos permitirá a redução das distâncias entre a formulação e a operacionalização das estratégias definidas, permitindo mais agilidade, dinamismo e eficiência à corporação.

Do ponto de vista organizacional, ampliou-se o compartilhamento das áreas de suporte, que passaram a ser subordinadas à presidência, o que permite a redução de custos, enquanto a maior rapidez do processo decisório foi assegurada com a redução de órgãos.