Fitch afirma rating da 1ª emissão de debêntures da Cantareira Transmissora

Avaliação 'AA+(bra)' com perspectiva Estável é referente ao lançamento de R$ 100 milhões com vencimento para agosto de 2032

A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA+(bra)’ da primeira emissão de debêntures da Cantareira Transmissora no montante de R$ 100 milhões e com vencimento para agosto de 2032. A Perspectiva da avaliação é Estável, refletindo a relativamente baixa complexidade da operação, da manutenção e dos investimentos ao longo da vida do ativo, além de contemplar a natureza estável e previsível das receitas, baseadas em disponibilidade.

Segundo a Fitch, apesar de concluído, o ativo não entrou efetivamente em operação, pois sua conexão ao Sistema Interligado Nacional depende da conclusão de outro projeto. Entretanto, a transmissora está recebendo receita desde março de 2018. A estrutura legal e regulatória do setor elétrico brasileiro, associada à natureza do segmento de transmissão de energia — considerado um serviço público essencial —, e a elevada diversificação das contrapartes caracterizam o risco de contraparte como sistêmico.

No cenário de rating da Agência, o Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (Debt Service Coverage Ratio – DSCRs) médio de Cantareira, de 1,46 vez, é condizente com categoria de rating superior. No entanto, a não energização da linha de transmissão limita o rating a ‘AA+(bra)’, dada a impossibilidade de mensurar eventuais ocorrências técnicas que possam afetar a linha de transmissão quando for energizada, nem os custos atrelados às mesmas.

Na avaliação, o projeto beneficia-se de breakeven de custos operacionais de 406,1%, o que, em um contexto de Realistic Outside Cost (ROC) de 7,5%, resulta em um múltiplo de ROC de 54,1 vezes, proporcionando forte flexibilidade para absorver custos inesperados. O DSCR mínimo de 1,0 vez, previsto em 2021, decorre do potencial pagamento de uma provisão constituída em 2018. No entanto, a Fitch entende que a robusta geração de caixa do projeto e as proteções estruturais existentes nos contratos de dívida garantem a liquidez necessária para o pagamento.