MME autoriza companhias de gás a importar GNL pelos próximos 3 anos

Bahiagás poderá comprar até 1,825 milhão de m³ vindo do mercado spot, enquanto Companhia Brasileira de Alumínio – CBA e GNC Brasil são aprovadas para importação com origem na Bolívia

O Ministério de Minas e Energia concedeu parecer positivo a empresa Bahiagás – Companhia de Gás da Bahia, localizada em Salvador (BA), aprovando a importação de até 1,825 milhão de m³ de Gás Natural Liquefeito – GNL no mercado spot, sem fornecedor previamente definido. A autorização tem validade de três anos e limita-se exclusivamente ao gás na forma liquefeita. De acordo com a decisão, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira, 24 de abril, por meio da portaria nº 177, a matéria-prima deverá ser entregue via transporte marítimo para a Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia – TRBA, na capital do estado.

Outra autorização foi dada a Companhia Brasileira de Alumínio – CBA, sediada em São Paulo, e que poderá importar por três anos um volume total de 350.000 m³/dia de GNL da Bolívia para consumo próprio e suprimento a outras subsidiárias. A logística se dará pelo Gasoduto entre os dois países, com local de entrega em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

O MME também prorrogou até 31 de dezembro de 2022 o prazo de importação do insumo liquefeito da Bolívia pela GNC Brasil – Distribuidora de Gás, com volume de até 25 mil m³/dia, em regime interruptível. O mercado em potencial é o segmento não termelétrico no Estado de Mato Grosso, contemplando os setores industrial, comercial, serviços, residencial, cogeração, fertilizantes e veicular. O local de entrega é próximo à cidade de Cáceres, com o GNL chegando via Gasotudo Lateral da capital Cuiabá.