Tarifas da Enel SP terão aumento médio de 4,23%

Aneel calcula que o impacto médio seria de 12,22% sem o empréstimo da Conta Covid

Consumidores de 24 municípios atendidos pela Enel São Paulo, incluída a capital, terão aumento tarifário médio de 4,23% a partir de 4 de julho. O efeito médio do reajuste anual da distribuidora será de 6% para os clientes em alta tensão e de 3,58% para os baixa tensão.

O índice reflete a reversão antecipada às tarifas dos efeitos do repasse de recursos da Conta Covid para a distribuidora. Sem o empréstimo, os consumidores da Enel SP perceberiam um aumento médio na conta mensal de 12,22%, sendo 13,74% em média para os consumidores em alta tensão e 11,67% para os de baixa tensão.

O reajuste foi 56% menor no Grupo A e 69% menor no Grupo B, disse a diretora Elisa Bastos Silva, que relatou o processo. “Esse resultado é importante nesse momento tão crítico para a população, que vem sofrendo os efeitos do isolamento social e da retração da atividade econômica.”

Elisa destacou que mesmo com a operação de crédito ainda não concretizada, o consumidor começa a perceber um alívio na conta de energia. Isso foi possível pela inclusão de um dispositivo na regulamentação da Conta Covid que permite à distribuidora abater antecipadamente do reajuste os recursos que vai receber.

Impactos

O aumento nas tarifas será maior entre os consumidores da alta tensão porque eles são mais impactados pelo crescimento dos custos de transmissão, como grandes usuários da rede. As despesas com transporte representaram 4,30% do índice de reajuste da Enel São Paulo e só teve participação menor que a compra de energia, que ficou em 6,77%.

No caso da energia, pesaram fundamentalmente os custos da hidrelétrica de Itaipu, que teve aumento de 36,4% por causa da variação cambial, e os novos contratos por disponibilidade, com crescimento de 8%.

O índice é composto ainda por 2,11% de encargos setoriais, 2,09% de custos de distribuição e 0,33% em componentes financeiros incluídos na tarifa. Foram retirados 11,38% em custos financeiros pagos pelos consumidores nos últimos 12 meses. Como resultado final, as tarifas residenciais de empresa passarão de R$ 515,59/MWh para R$ 534,19/MWh.

A Enel atende 7 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana de São Paulo, com população estimada em 18 milhões de habitantes, e tem faturamento anual da ordem de R$ 14,85 bilhões.