Cepel e ONS firmam acordo para simulações dinâmicas no SIN

Operador usará modelagens do programa AnaHVDC em estudos de desempenho dinâmico de múltiplos elos de corrente contínua

O Cepel firmou um acordo de cooperação técnica com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) visando o desenvolvimento de modelagens computacionais destinadas a simulações dinâmicas no Sistema Elétrico Brasileiro, segundo critérios e premissas preconizados pelo órgão em estudos de planejamento da operação via aplicação off-line.

Segundo o Centro, o objetivo futuro da iniciativa é ter uma aplicação do programa computacional AnaHVDC integrado às ferramentas do ONS para estudos em escala real de tempo, RTDS e OPAL, padronizado para análises de desempenho dinâmico de múltiplos elos de corrente contínua.

Atualmente o Operador não dispõe de uma ferramenta off-line que contemple, simultaneamente, a representação precisa da falha de comutação e a dinâmica eletromecânica do Sistema Interligado Nacional (SIN), que necessita da modelagem completa do sistema de potência.

Com o AnaHVDC o analista poderá estudar o comportamento dinâmico do sistema, devido a transitórios eletromecânicos e eletromagnéticos, além da interação entre os elos de corrente contínua e entre estes e a rede de corrente alternada, incluindo a detecção de falhas de comutação.

A transmissão em corrente contínua representa uma parcela significativa da rede de transmissão do SIN , com capacidade total superior a 20 GW, entregando potência gerada em aproveitamentos hidroelétricos nas regiões Norte (Madeira e Belo Monte) e Sul (Itaipu), em subestações da região Sudeste.

De acordo com Mauro Pereira Muniz, gerente executivo da Diretoria de Planejamento do ONS, o advento do AnaHVDC resultará em ganhos substanciais aos estudos e às análises relacionadas com o desempenho dinâmico do sistema, tanto em termos processuais, reduzindo o esforço das equipes, quanto na qualidade dos resultados, eliminando imprecisões importantes.

“Na prática essas imprecisões se traduzem na necessidade de adoção de maiores margens de segurança nos estudos, ou seja, em uso não otimizado das instalações de transmissão do SIN”, conclui.