Vestas fecha contrato com a Casa dos Ventos para 534 MW em turbinas

Acordo que prevê 120 aerogeradores para expansão do Complexo Rio do Vento (RN) é tido como o maior da história pelas companhias na América Latina

A fabricante Vestas vai fornecer 120 aerogeradores nos modelos V150-4.3MW e V150-4.5MW para a segunda fase do complexo Rio do Vento (RN), que já se encontra em construção pela Casa dos Ventos. Além de 534 MW em turbinas, o contrato contempla a prestação de serviço de Operação e Manutenção (O&M) dos equipamentos por 20 anos.

Esse é o terceiro acordo firmado entre as companhias em menos de dois anos, totalizando 1.2 GW em entrega. No primeiro, em 2018, foram 36 aerogeradores para o complexo Eólico de Folha Larga (BA), com 151 MW de capacidade já em operação. No ano seguinte, a parceria resultou em mais 120 unidades e 504 MW para a primeira fase de Rio do Vento.

Segundo as partes, trata-se do maior negócio realizado pela fabricante dinamarquesa na América Latina e pela desenvolvedora brasileira em sua história. “Essa nova parceria marca a ampliação do Complexo Eólico Rio do Vento, tornando-o um dos maiores do mundo com capacidade instalada superior a 1 GW”, afirma Lucas Araripe, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos.

Novas tecnologias e mercado livre – O recém-anunciado Modo de Potência Otimizado de 4.5 MW para a V150-4.2 MW integra a plataforma 4 MW da Vestas, que já conta com dez anos de evolução a partir de uma tecnologia já validada. Entre os diferenciais, a empresa destaca o reforço do trocador de calor, que pode suportar o rendimento de energia adicional esperado.

Com a ampliação de Rio do Vento, o complexo irá gerar energia suficiente para abastecer mais de dois milhões de residências. A Fase I irá iniciar sua operação comercial no segundo semestre de 2021, enquanto a segunda tem previsão para início em 2023.

“Estamos em negociação com consumidores para fornecer a energia proveniente da segunda fase do complexo, que pela qualidade dos ventos e escala do empreendimento vai entrar com muita competitividade para alocar essa energia no Mercado Livre”, comenta Araripe.