GNA obtém financiamento de R$ 3,9 bi do BNDES

Recursos são destinados à segunda térmica do complexo que poderá ter outras duas usinas movidas a GNL

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social aprovou o financiamento de R$ 3,93 bilhões à UTE GNA II Geração de Energia para a implantação da usina termelétrica de mesmo nome localizada no Porto do Açu, no município de São João da Barra (RJ). A termelétrica contará com quatro conjuntos geradores, três movidos a gás natural e um a vapor. A capacidade instalada total será de 1.673 MW.

Esse projeto é o segundo de um parque térmico que a GNA está construindo no Porto do Açu. A primeira usina, a UTE GNA I, possui 1.338 MW de capacidade instalada e está em fase final de construção com operação comercial prevista ainda para o primeiro semestre de 2021. Recentemente a central recebeu sua primeira carga de gás para o comissionamento.

O GNL adquirido será armazenado em uma unidade flutuante (Floating Storage Regasification Unit – FSRU) permanentemente atracada, e será convertido em estado gasoso por um terminal de regaseificação e finalmente enviado para as duas usinas por um sistema de dutos.

O financiamento, explica o BNDES em nota, conta também com um componente de inovação, uma estrutura de crédito que assegura as fontes de recursos de longo prazo necessárias para a implantação projeto, mas também proporciona a opção de escolha de outro financiamento e o melhor momento para a sua captação à GNA.

Ainda no comunicado, a superintendente da Área de Energia do banco de fomento, Carla Primavera, destaca que a inovação está em linha com a estratégia do BNDES de incentivar o desenvolvimento do mercado de crédito a projetos de infraestrutura no Brasil, buscando também inovações que permitam o compartilhamento de riscos.

O Parque Termoelétrico do Porto do Açu é uma decisão de investimento da Prumo Logística, controlada pela EIG Global Energy Partners, da Siemens AG e da bp. O Porto do Açu é um ponto de chegada, entre outros, de campos de produção de petróleo e gás natural do pré-sal brasileiro. Em agosto do ano passado, a subsidiária brasileira da SPIC fechou acordo para comprar participação nas duas UTEs. A aquisição ainda não foi concluída nos órgãos usuais para esse tipo de transação.

Em entrevista à Agência CanalEnergia, concedida naquele mesmo mês, a presidente da empresa no país, Adriana Waltrick, disse que esse movimento da SPIC está alinhado à estratégia que tem quatro pilares de expansão. Além da fonte hídrica, da eólica e solar – bem como um futuro de plantas híbridas -, térmicas a gás e o smart energy com a integração de fontes e da gestão de sistemas elétricos, com smart cities e buildings.