Revisão da carga aponta desaceleração da expansão em 2021

Expectativa é de crescimento 0,2 ponto porcentual a menos ante o que se previa no início de 2021, está em 3,2% com crescimento do PIB em 3%

A primeira revisão quadrimestral da carga para o período de 2021 a 2025 aponta que houve uma desaceleração ante a versão original da previsão para este ano. A nova estimativa, revelada em conjunto pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, Empresa de Pesquisa Energética e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, é de alta de 3,2% ante os 3,4% estimados no início do ano.

O resultado representa uma redução de 132 MW médios ante o que se esperava inicialmente. Nos anos seguintes, o crescimento projetado na comparação anual é de 3,4% em 2022, de 3,6% em 2023, de 3,6% em 2024 e de 3,5% em 2025.

Segundo as entidades os dados dos primeiros meses de 2021 mostram um arrefecimento do ritmo de recuperação observado ao final de 2020. Tanto que nas premissas de curto prazo para a revisão divulgada nesta sexta-feira, 26 de março, consta a perspectiva de queda de atividade no 1º trimestre levou a uma revisão da projeção de PIB de 2021 de 3,3% para 3%. E ressaltam o comportamento heterogêneo entre setores, com expansão na indústria e agropecuária e queda nos setores de serviços.

Avaliam ainda que a recuperação do mercado de trabalho será gradual, com expectativa de manutenção de taxa de desemprego elevada. E que fatores como impactos do novo auxílio emergencial que está em discussão, velocidade da vacinação e evolução da pandemia são riscos relevantes para a concretização do cenário tanto no curto quanto no médio prazo.

Já a partir de 2022, as premissas adotadas contemplam um ambiente econômico com menor nível de incerteza, permitindo uma elevação da confiança dos agentes, recuperação mais significativa do mercado e da demanda doméstica. E ainda, com a expectativa de maior crescimento mundial, os setores exportadores, sobretudo de commodities, poderá ganhar um impulso.