Demanda por energia avança 1% em fevereiro, aponta EPE

Comparação com o mesmo período do ano passado mostra retrações nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. Queda no setor comercial diminui e fica em 7,3%

A demanda por energia elétrica no Brasil totalizou 41.214 GWh em fevereiro, alta de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2020. Já o consumo acumulado em 12 meses foi de 475.909 GWh, representando uma queda de 1,1%, comparado ao período anterior, afirma a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), por meio de sua Resenha Mensal. Entre as regiões geográficas, Nordeste e Sudeste apresentaram expansão de 3,1% e 2,1% no consumo, enquanto Norte, Centro-Oeste e Sul mostraram retrações de 2,8%, 1,1% e 0,6%.

Reiterando o que tem sido observado desde agosto do ano passado, a classe industrial apresentou a maior taxa de crescimento: 4,4%, puxado pelas regiões Sul (6%) e Sudeste (5,2%), com estas duas regiões alternando a liderança dos índices desde dezembro. Nos ramos da indústria, observa-se avanço disseminado na demanda entre os mais eletrointensivos, excetuando-se produtos alimentícios, com recuo de 1,4%.

Já num movimento que acontece desde setembro de 2020, metalurgia e produtos minerais não metálicos lideraram a expansão, com 6,6% e 9,8%, sendo acompanhados de perto por produtos químicos, com aumento de 6,8%.

No setor residencial o incremento foi de 3,4%, puxado pelas regiões Nordeste e Sudeste, com 6,5% e 5,2% No Nordeste, o Ceará foi o estado que registrou a maior alta no consumo, com 15,7%. Apenas Sergipe teve uma ligeira queda, de 0,7%.

No Sudeste, todos estados tiveram alta na demanda, destaque para Rio de Janeiro e São Paulo, com 7% e 5,4%, influenciados pelas temperaturas mais elevadas. A região Norte (+0,7%) apresentou uma branda elevação de 0,7%, enquanto as regiões Sul e Centro-Oeste (-0,6%), apresentaram baixas de 2% e 0,6%.

Por outro lado, a classe comercial registra queda de 7,3% no consumo de eletricidade em fevereiro, porém menor do que a média dos últimos dozes meses. O segmento de comércio e serviços continua sendo o mais afetado pelas medidas de distanciamento social, com todas as regiões do país recuando, sendo Norte e Centro-Oeste as maiores retrações, com 15,5% e 9,3%, com Amazonas (-35,1%), Rondônia (-21,2%) e Acre (-17,0%) sendo impactados por chuvas acima do normal no período ou até por inundações em algumas localidades.

Quanto às modalidades de contratação de energia, tanto o mercado livre quanto o consumo cativo das distribuidoras de energia elétrica apresentaram expansão em fevereiro, ficando com 8,3% para o ambiente livre enquanto o consumo cativo das distribuidoras diminuiu 2,5%.