General de Itaipu quer baixar tarifa da hidrelétrica

Com o fim da dívida da Binacional, em 2023, a tarifa da usina não terá mais entre seus custos o valor dos empréstimos, que correspondem a cerca de 70% do orçamento da estatal, e Anexo C poderá ser revisto

O general da reserva João Francisco Ferreira, que assumiu como novo Diretor-Geral Brasileiro da Itaipu Binacional, disse que a redução da tarifa será uma nova realidade para o Brasil e para o Paraguai. Isso porque em 2023 a dívida dos empréstimos contraídos para construir a usina estará praticamente quitada e a tarifa da hidrelétrica não terá mais entre seus custos o valor desses empréstimos, que correspondem a cerca de 70% do orçamento da usina.

“Quando o Tratado completar seu cinquentenário, daqui a dois anos, o Anexo C poderá ser revisto pelos governos do Brasil e do Paraguai, com o objetivo de ajustá-lo à realidade atual”, afirmou em texto distribuído à imprensa.

Segundo o general, com a quitação, os recursos que permanecerem serão utilizados para o custeio, o pagamento das obrigações em royalties e, no caso brasileiro, o ICMS, sem que nenhuma das margens, brasileira e paraguaia, sofra perda.

“E esta responsabilidade social inclui a redução do custo da energia de Itaipu, para que brasileiros e paraguaios paguem menos na conta de luz. O presidente Jair Bolsonaro está empenhado em reduzir o custo da energia elétrica para o assalariado, para o empreendedor, para o empresário e para a população em geral”.

Ferreira disse ainda que vai trabalhar junto com os governos federal, estadual e dos municípios lindeiros para que, já no próximo ano, além de alcançar uma “redução significativa na tarifa de energia de Itaipu”, possa continuar investindo na atualização tecnológica da usina, na preservação do meio ambiente e nas obras estruturantes, que possam cooperar com o desenvolvimento social e econômico de toda a região.