Distribuidoras sinalizam aumento de ocorrências com balões nas redes

Light registrou cerca de 271 casos e Copel apontou 1.908 ocorrências somente em 2020

O meio do ano chegou e nesse período ocorrem as tradicionais festas juninas brasileiras. Com isso, aumentam as incidências de balões no céu e também os riscos de acidentes nas linhas de distribuição de energia. A queda de balões pode ocasionar também incêndios na vegetação, que podem levar a curtos-circuitos nas linhas de transmissão, além de causar excesso de poeira, fuligem e fumaça.

A Light informou que, durante os seis primeiros meses deste ano, registrou 271 ocorrências de objetos em sua rede, ocasionando interrupções no fornecimento de energia para mais de 97 mil clientes. Em muitos casos, a empresa atuou de forma rápida, evitando interrupções, ao identificar imediatamente a queda dos balões em sua rede. A distribuidora destacou que os objetos foram retirados em operações complexas, feitas por equipes devidamente capacitadas. Os profissionais atuam com equipamentos de segurança, ferramentas corretas e têm autorização para acessar o sistema com linhas energizadas.

Outra distribuidora que também aponta problemas com balões em suas linhas, é a Copel. Somente em 2020 a companhia registrou cinco casos envolvendo balões em suas linhas de transmissão, todos na Região Metropolitana de Curitiba. Já nas redes de distribuição as ocorrências são muito maiores: foram 1.908 casos registrados no ano passado.

Segundo a Copel, outras 6 mil ocorrências foram causadas por outros objetos em contato com a rede, principalmente as pipas. E destacou que neste período em que o Brasil enfrenta uma crise hídrica e que as grandes linhas de transmissão são essenciais para permitir o intercâmbio energético entre as regiões do País, a gravidade de ocorrências como essa é ainda maior.

Vale ressaltar que soltar balão no Brasil é crime previsto no Código Penal, devido ao risco para a segurança do transporte aéreo, com previsão de pena que varia entre seis meses e 12 anos de detenção (art.261). A atividade também configura crime ambiental, com tempo de reclusão de um a três anos, além de multa (Lei nº 9.605/98).