Com meta de 1GW de solar até 2025, EDP Brasil se vê confortável para enfrentar crise hídrica

Companhia afirma que conseguiu mitigar os riscos hidrológicos, mas o segundo semestre deve ser mais desafiador. Empresa considera ainda oportunidades em leilões e mercado secundário

Em teleconferência com investidores para apresentar os resultados do segundo trimestre de 2021, os executivos da EDP Brasil acreditam que estão em posição confortável para enfrentar os efeitos da crise hídrica, que têm impactado boa parte das empresas do setor elétrico.

Segundo o CEO da EDP no Brasil, João Marques da Cruz, a empresa vem se antecipando aos possíveis riscos hidrológicos protegendo o portfólio com investimentos em energia solar. A meta é alcançar 1 GW em capacidade instalada até 2025, com foco na geração distribuída e utility scale por meio de PPAs corporativos.

O executivo considera que os resultados conquistados são positivos em um contexto muito adverso e que a gestão de risco hídrico será um tema crítico para o segundo semestre. Até então a empresa se saiu bem ao realizar operações de hedge de energia, com alocação principalmente no terceiro trimestre deste ano com deslocamento de GSF. “Parte dessa energia foi adquirida até o fim do ano passado, com custo inferior a R$ 200 por megawatt-hora”, disse.

Novas oportunidades
Após fracassar no leilão da privatização da gaúcha CEEE-T, a EDP Brasil continua com expectativas de apostas em mercado secundário. Recentemente a empresa venceu lotes no Acre e em Rondônia.

Cruz disse ainda que as prioridades da companhia são os aportes em redes de transmissão e em suas distribuidoras, mas não descartou investimentos em outras áreas.