União de ativos da Votorantim e CPPI vai focar em greenfield, M&As e soluções energéticas

Incorporação da Cesp pela nova companhia deve ser concluída em até 150 dias. Em troca das ações da geradora, os acionistas receberão ações ordinárias e preferenciais da Nova VTRM

Em teleconferência com investidores na manhã desta terça-feira, 19 de outubro, os executivos da Votorantim e CPP Investiment fizeram a proposta da consolidação dos ativos das companhias com foco em projetos greenfield, M&As e soluções energéticas.

A ideia é uma reorganização societária em que a nova companhia faça novas aquisições e cresça com a implementação de novos projetos. A transação proposta visa consolidar os três níveis de ativos operacionais sob uma única companhia e migrar a base acionária da Cesp para a VTRM, que será listada no Novo Mercado da B3.

A ideia é que os acionistas da Cesp migrem para a empresa. Pela proposta, os acionistas controladores e minoritários da geradora de energia vão receber ações da nova companhia. Em troca das ações da Cesp, os acionistas terão ações ordinárias e preferenciais da Nova VTRM.

Todo o processo depende de aprovação dos acionistas da Cesp. Os executivos esperam que em até 150 dias essa proposta seja encerrada com a aprovação em assembleia extraordinária. Se for aprovada, a nova empresa deve criar uma das maiores plataformas de energia renovável do Brasil, com 70% de capacidade hidrelétrica e 30% de capacidade eólica, além de receita líquida estimada de R$ 5,8 bilhões.

Para o presidente da Votorantim S.A. e do Conselho de Administração da Votorantim Energia, João Schmidt, o contexto atual é propício para a criação da nova companhia. “Estamos criando uma empresa 100% renovável ao mesmo tempo que temos uma demanda de produtos verdes”, disse.