Neoenergia firma PPA de dez anos com a Âmbar

Grupo J&F terá 30 MW médios proveniente de dois novos complexos eólicos em construção no Nordeste a partir de 2023

A Neoenergia firmou um contrato de comercialização com a Âmbar, braço energético do grupo J&F, que inclui empresas como JBS, Eldorado Brasil Celulose, Flora, PicPay e Banco Original. O acordo acontece na modalidade PPA (no inglês, Power Purchase Agreement), com o grupo acessando 30MWmédios proveniente de dois novos complexos eólicos em construção no Nordeste pelos próximos dez anos, a partir de 2023.

São 27 novos parques sendo implementados na Paraíba, Bahia e Piauí, os quais irão triplicar a capacidade instalada eólica da subsidiária da Iberdrola no Brasil para 1,5 GW, além de avançar na instalação de duas usinas solares, também no Nordeste.

Os dois empreendimentos devem entrar em operação entre segundo semestre de 2021, sendo parte do projeto Chafariz, em construção no Sertão da Paraíba. O ativo terá ao todo 15 plantas e potência de 471,2 MW. No momento 53 equipamentos estão em funcionamento de 136 previstos, representando 184 MW MW.

Já o Complexo Eólico Oitis contempla 12 parques com capacidade instalada de 566,5 MW entre a Bahia e o Piauí. A energia terá Certificação de Energia Renovável (I-REC), selo amplamente reconhecido pelo mercado que garante a utilização de energia renovável.

Mais clientes no mercado livre

Para a empresa, a contratação em PPA tende a ser mais econômica, uma vez que os preços são prefixados, além de conferir maior flexibilidade e garantia de que a energia é de fonte renovável, gerando valor para o cliente, segurança em relação à disponibilidade e à receita de venda de energia.

“O acesso a fontes limpas de energia é estratégico para o grupo J&F, com suas empresas caminhando cada vez mais rápido na redução das emissões de gases do efeito estufa nas cadeias produtivas”, comenta o presidente da Âmbar Energia, Marcelo Zanatta.

A JBS, por exemplo, assumiu recentemente o compromisso “Net Zero 2040”, de zerar suas emissões líquidas de carbono até 2040. O PicPay, por sua vez, compensou 100% de suas emissões de gases de efeito estufa em 2020, afirma o executivo.

No Brasil outro contrato desse tipo foi firmado pela Neoenergia em 2020 com a Claro e está atrelado à primeira usina solar de grande porte da companhia, Luzia (PB), que terá potência de 149,3 MWdc.