Energia desacelera alta, mas IPCA de outubro fica em 1,25%

Variação é a maior para o mês desde 2002 com impactos de reajustes e bandeira de escassez hídrica

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro apresentou crescimento de 1,25%, 0,09 ponto percentual acima da taxa de setembro, sendo essa a maior variação para o mês desde 2002, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Todos os grupos tiveram alta no índice. Habitação computou 1,04% influenciado mais uma vez pelo item energia elétrica, que variou 1,16%, desacelerando a alta verificada em setembro, de 6,47%. Vale lembrar o impacto de manutenção da bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

Também foram registrados reajustes tarifários em Goiânia (5,34%), com alta de 16,37%, a partir de 22 de outubro; em São Paulo (1,94%), com 16,44% em uma das concessionárias, vigente desde 23 de outubro; e em Brasília (-1,68%), com alta de 11,69%, em vigor desde 22 de outubro.