Aeris mira segmento offshore e avalia mobilidade elétrica para 2022

Focada ainda no mercado onshore, CEO afirma que fabricante vai fechar primeiros contratos de pás no mar e que irá testar novo componente para transporte elétrico

Mesmo tendo o segmento onshore como carro-chefe de sua produção a curto e médio prazo, a fabricante de pás eólicas Aeris Energy está com negociações adiantadas e deve fechar os primeiros contratos no ambiente offshore no ano que vem, mirando o mercado americano mas também não excluindo o resto do mundo, disse o CEO da companhia, Bruno Vilela, durante teleconferência aos acionistas nessa quarta-feira, 10 de novembro.

“Ou vamos entrar em parceria com algum cliente ou vamos por conta própria num mercado que já é uma realidade”, comentou o executivo, revelando duas negociações em andamento.

Ele lembra que a companhia já possui capacidade para esse tipo de produção no Brasil e que a regulamentação da atividade teve um avanço considerável nos últimos meses, com o processo podendo ser finalizado esse ano.

Quantos às linhas fabris, Vilela informou que terá todas em estágio maduro de produção em meados de 2022, o que ajudará a acompanhar o crescimento previsto nos pedidos após as metas firmadas recentemente na COP 26.

“A indústria vai ter que dobrar há cada cinco anos então em 2030 teremos que quadriplicar a nossa produção atual. É um crescimento absurdo, de metas ousadas e reais, e estamos de olho em todas as oportunidades”, explicou o CEO, afirmando ser preciso muita racionalidade em momentos como esse.

Perguntado sobre perspectivas de aumentar o mix de produtos oferecidos, Bruno Vilela afirmou que a fabricante já vem fazendo isso através de uma parceria firmada para testar novos componentes voltados ao segmento de mobilidade elétrica. “Estamos com um produto para testes e captando outras oportunidades”, comentou sem entrar em mais detalhes.

Resultados Financeiros

A Aeris também apresentou seus resultados financeiros do terceiro trimestre, reportando lucro líquido de R$ 9,3 milhões, bem abaixo dos R$ 56,4 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida atingiu R$ 629,4 milhões, 6,3% superior, enquanto o EBITDA computou R$ 62,6 milhões, alta de 13,8% na comparação anual.

Por sua vez os investimentos somaram R$ 85 milhões no período, concentrados para expansão da capacidade produtiva, totalizando R$ 330 milhões no acumulado do ano. Em termos de alavancagem, o CEO da companhia aponta para perspectiva de níveis muito próximos dos atuais até o segundo trimestre do ano que vem, com uma tendência de redução iniciando a partir do terceiro trimestre de 2022.