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O Projeto de Lei 1.425, que tramita no Senado Federal, que regulamenta a injeção de CO2 no Brasil, pode ser um importante aliado do setor carbonífero. Durante o Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico, realizado na última quinta-feira, 22 de junho, no Rio de Janeiro (RJ). De acordo com Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileiro do Carvão Mineral, o PL cria uma nova indústria e é relevante para o setor fóssil. “O carvão está olhando esse cenário” avisa. A estocagem de CO2 estará presente em vários processos como o net zero e gaseificação, o que torna fundamental que a indústria de CCS (Captura e sequestro de carbono) se estabeleça no Brasil.

O PL, de autoria do senador Jean Paul Prates, agora tramita na Comissão de Meio Ambiente e tem Beto Faro com relator. Segundo ele, o setor tem atuado em um projeto de P&D para captura de CO2 no seu Centro Tecnológico em Criciúma (SC). P&D já capturou 50% e caminha para a segunda fase, em que almeja capturar 90%.

Zancan lembrou durante o painel que a descarbonização não significa eliminar uma fonte, mas sim reduzir os seus níveis de emissões de carbono na atmosfera. Há um discurso vindo da Europa contra o carvão, mas em contraponto Ásia e África não são refratários ao energético. A Europa teria problemas de estocagem. Ele lembra que os Estados Unidos estão investindo US$ 12 bilhões em projetos de captura de CO2. Segundo ele, será preciso apoio para a viabilização de novas tecnologias de captura de carbono até 2050. O hidrogênio branco, obtido através da gaseificação em reator de resíduos de carvão plástico e biomassa vem sendo objeto de pesquisa. Um projeto piloto em Santa Catarina vem sedo elaborado em parceria com universidades norte-americanas.

Para o presidente Cogen, Newton Duarte, que também participou do painel, o setor elétrico tem avaliado mal o potencial da biomassa no Brasil. Segundo ele, a bioenergia pode revolucionar o país. Através de etanol, biometano e do combustível sustentável de aviação. considerado por ele um forte nicho. Duarte acredita que o setor elétrico deve ajudar o de transportes na descarbonização e esse auxílio viria através da produção de H2 distribuída em 40 mil postos de gasolina. “Essa tecnologia é a que vamos buscar”, promete. Segundo o presidente da Cogen, o carro movido a etanol híbrido é o que menos impacta em emissões, superando os elétricos.

Na Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos, o presidente Yuri Schmitke mostrou que há projetos de usinas baseados em resíduos W2R aptos a participar de leilões de energia. Segundo ele, estudo mostrou que todas as regiões metropolitanas têm possibilidades de projetos dessa categoria. Segundo ele, em Paris, há três usinas de recuperação energética que aquecem a cidade, evitando o enterramento do metano.

Em palestra inserida nesse painel do Enase, o diretor da PSR Rafael Kelman mostrou que o perfil de emissões no Brasil é diferente do restante do mundo e que as causadas pelo desmatamento dominavam e dificultam a agenda sustentável. A área de transportes é considerada a que mais tem potencial de descarbonização. Ainda segundo Kelman, as tecnologias já disponíveis no Brasil já seriam suficientes para a descarbonização, sem a necessidade de uma corrida em direção a todas as novidades. “O Brasil tem que ficar atento, mas não deve ter ansiedade”, avisa.