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Em busca da criação de demandas para o vetor energético do futuro, a Petrobras poderá exportar hidrogênio verde e azul no futuro, aproveitando os novos investimentos em fontes de energias renováveis e a capacidade de produção do gás natural. “Não sabemos se vamos começar no Brasil ou fora, o que dependerá dos preços, do mercado, da regulação, mas estamos olhando as oportunidades”, disse o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da companhia, Maurício Tolmasquim, durante um evento organizado pelo CEBRI e o Institute of the Americas (IOA) no Rio de Janeiro.

O executivo lembrou que haverá alguns leilões na Europa e que a empresa está olhando essa oportunidade, analisando se consegue competir com preço. “Estados Unidos está dando subsídios para quem produzir hidrogênio lá, mas não temos nenhuma decisão tomada”, acrescenta.

Para Tolmasquim, o H2 é um link que vai unir as diversas atividades da petroleira em termos das fontes renováveis, lembrando que o custo da eólica em terra caiu 72% e da solar 90% nos últimos 10 anos. Assim, será possível ajudar setores de difícil abatimento de carbono como cimento, siderurgia, petroquímica, cerâmica e vidro, que irão precisar do hidrogênio para a descarbonização, assim como para a eólica onshore e offshore para produção das moléculas.

Ele lembrou que a empresa é atualmente a maior produtora e consumidora de hidrogênio no Brasil, sendo também a corporação que mais injeta CO2 no mundo. Uma ideia que está sendo ventilada em um projeto piloto é de injetar gás em formações geológicas como salinas, próximo da costa, para permitir em pensar em vender serviços no futuro para outras indústrias a partir do gás natural. “A própria estratégia de biocombustíveis da Petrobras depende do hidrogênio, com o tratamento de óleo que permite um diesel com conteúdo vegetal”, ressalta.

Sobre o assunto, o diretor informou que foram iniciados testes de desempenho de um combustível marítimo com 24% de conteúdo renovável, com a ideia de que assim possa-se reduzir as emissões em 17% em relação a ser 100% mineral, com matéria prima 70% de óleo de soja. “Já tínhamos feito um teste com 10% de volume, abastecendo um navio no Rio Grande do Sul”, finaliza.