Olá, esse é um conteúdo exclusivo destinado aos nossos assinantes
Para continuar tendo acesso a todos os nossos conteúdos, escolha um dos nossos planos e assine!
Redação
de R$ 47,60
R$
21
,90
Mensais
Notícias abertas CanalEnergia
Newsletter Volts
Notícias fechadas CanalEnergia
Podcast CanalEnergia
Reportagens especiais
Artigos de especialistas
+ Acesso a 5 conteúdos exclusivos do plano PROFISSIONAL por mês
Profissional
R$
82
,70
Mensais
Acesso ILIMITADO a todo conteúdo do CANALENERGIA
Jornalismo, serviço e monitoramento de informações para profissionais exigentes!

A petroleira norueguesa Equinor assinou acordo com a Denham Capital para adquirir a Rio Energy, empresa de energia renovável onshore no Brasil. A transação inclui ativos selecionados e funcionários com a Denham mantendo alguns ativos. Com a aquisição, a companhia reforça sua posição como uma empresa de energia no mercado brasileiro.

A operação está em conformidade com a estratégia de incluir o crescimento do negócio em energias renováveis onshore em mercados selecionados através da aquisição de empresas locais com equipes de elevada capacidade técnica que já contam com um portfólio de projetos. Nos últimos anos, a Equinor adquiriu a Wento na Polónia, a BeGreen na Dinamarca, a Noriker Power no Reino Unido e a East Point Energy nos EUA.

De acordo com a country manager da Equinor no Brasil, Veronica Coelho, ter a Rio Energy a bordo irá acelerar a capacidade de desenvolver ainda mais o portfólio como uma empresa de energia no Brasil. Segundo ela, ao estabelecer uma posição relevante em energias renováveis no país, juntamente com um portfólio robusto de óleo e gás, estamos apoiando as ambições do Brasil em direção a uma matriz energética diversificada.

Marcos Meireles, CEO e cofundador da Rio Energy, considera que agora é o momento certo para avançar com a Equinor, já que a geradora se esforçou para cumprir o compromisso de trazer um futuro mais sustentável para o Brasil. Segundo ele, um portfólio atual de projetos de infraestrutura de importância nacional, junto a um pipeline considerável, apoiará as ambições de energia renovável do país. Para Sarah Lane, diretora administrativa da Denham Sustainable Infrastructure, o progresso impressionante da Rio Energy desde o início do investimento é um ótimo exemplo da estratégia de agregação de valor da DSI para apoiar equipes líderes do setor que fornecem geração de energia sustentável e de baixo custo em economias de alto crescimento.

Após a exclusão de alguns ativos pela Denham Capital, a Equinor terá 100% da Rio Energy, mantendo a atual diretoria e um total de 140 funcionários. O portfólio adquirido é constituído pelo parque eólico onshore Serra da Babilônia 1 ( BA – 200 MW), uma carteira de projetos solares fotovoltaica em pré-construção de 0,6 GW além de uma carteira de projetos de cerca de 1,2 GW em solar e eólica onshore. A Rio Energy será uma subsidiária integral e sua equipe continuará a desenvolver o atual portfólio. A estimativa é que a carteira de projetos adquirida traga uma taxa de retorno no limite superior do intervalo indicado: de 4 a 8% de retorno real para projetos de energias renováveis, incluindo o preço de aquisição.

Já a Denham ficará com 1,1 GW dos ativos da Rio Energy, incluindo os projetos eólicos operacionais Caetité (100 MW); Itarema (200 MW) e Serra da Babilônia 3 (200 MW). Outros 200 MW em construção do projeto eólico Caetité Norte e 400 MW de pipeline em eólicas e solares. A Denham está estabelecendo uma nova equipe de gerenciamento para esses projetos e continuará a acompanhá-los de perto, incluindo a representação do conselho por especialistas do mercado brasileiro de energia. A Denham pretende trazer esses projetos para o mercado no próximo ano.

A energia produzida pelo portfólio da Rio Energy deverá ser comercializada no Brasil pela comercializadora Danske Commodities, também subsidiária integral da Equinor. A DC estabeleceu recentemente escritório comercial em São Paulo para apoiar as atividades da companhia no país. A transação está sujeita às aprovações das autoridades regulamentares relevantes.