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Após perceber um aumento da inadimplência no começo do ano, a Neoenergia está vendo o perfil de seus consumidores mudar nos últimos meses. Em teleconferência ao mercado nessa quarta-feira, 26 de julho, o CEO da empresa, Eduardo Capelastegui, disse que a arrecadação deve voltar ao patamar normal de R$ 45 milhões mensais, movimento provavelmente ligado a maior confiança da economia e perspectiva de queda de juros que deve começar em agosto.

“Esperamos a estabilização no segundo semestre e vamos voltar aqueles R$ 150 milhões por trimestre que é o nível normal de inadimplência da companhia”, salienta, destacando também o apoio do Programa Desenrola, criado pelo governo para negociação de dívidas e citando que a distribuidora possui quase 350 mil clientes elegíveis a essa proposta, trabalhando com uma expectativa entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões de arrecadação.

Na maior concessão do grupo, localizada na Bahia, 64.164 Unidades Consumidoras residenciais sofreram cortes por não pagarem as contas no mês de março, número que reduziu para 53.171 UCs em junho, segundo dados coletados junto à Aneel.

Crescimento conservador

Quanto a alocação de capital e expansão dos negócios olhando novos projetos, o executivo ressaltou a busca pelo crescimento orgânico, principalmente na distribuição, onde a empresa aporta quase R$ 6 bilhões por ano, e que na transmissão, apesar de não ter vencido nenhum lote no último certame, a ideia é seguir participando dos próximos leilões do segmento, a não ser o das linhas de corrente contínua. “Vamos seguir o critério observado no último leilão, em que avaliamos aonde poderíamos ir com as condições de mercado como estão”, comenta Capelastegui, afirmando que a política de pagamento de dividendos não será alterada.

Já na geração, a subsidiária da Iberdrola mira um pipeline de 5 GW eólico e solar e alguns projetos já com outorgas e prontos para assinar os contratos de transmissão, mas com o problema recaindo em uma previsão futura de preços baixos, o que dificulta a viabilização desses projetos por enquanto. No entanto, Eduardo menciona dois grandes projetos em curso ligados a transição energética e que poderão constituir um caminho a ser avaliado. “Temos os projetos mas ainda não temos os retornos que queremos e por enquanto não vamos entrar em negócio de R$ 2 bilhões, pois não faria sentido”, pontua.

Quanto ao processo de renovação das concessões, que está em consulta pública no Ministério de Minas e Energia, a visão da empresa é de que existe um bom canal de comunicação com a pasta, e que entre as contribuições levadas à CP existem dois pontos principais de desacordo, o primeiro quanto ao excedente de energia que teria que ser assumido pelas concessionárias, e o outro sobre preservar os incentivos que tem um reconhecimento legal e que não sejam repassados às tarifas. “Assumir o excedente pressupõe que a regulação não funciona e entendemos que a metodologia proposta na Aneel não tem um embasamento técnico forte”, finaliza o CEO.