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O Boletim de Economia e Política Internacional, produzido pelo Ipea e divulgado nesta terça-feira, 25 de julho, mostra que há uma desaceleração por parte de bancos e empresas chinesas no engajamento de projetos baseados em carvão e um aumento na importância de projetos de energia renovável. De acordo com o documento, essa mudança de direcionamento ainda é iniciante, mas sinaliza convergência entre o discurso oficial e a prática empresarial do gigante asiático.

O artigo assinado por Ticiana Gabrielle Amaral Nunes, Carlos Renato Ungaretti, Giulia Mariana Rodrigues Di Marco e Marco Aurélio Alves de Mendonça lembra que em 2007 a China se tornou a maior emissora anual de CO2, sendo impensável qualquer tipo de acordo climático sem a sua presença. Porém nos últimos anos o país adotou uma postura propositiva na construção de uma agenda internacional de mitigação.

Hoje em dia, os quatro bancos estatais chineses conhecidos como Big Four – Banco Industrial e Comercial, Banco de Construção, Banco da China e o Banco Agrícola, junto com os dois grandes bancos de desenvolvimento, o Banco de Desenvolvimento e o Banco de Exportação e Importação chineses são responsáveis por grande parte dos projetos financiados no país asiático e no exterior, em especial nas áreas de infraestrutura e energia.

Para o pesquisador do Ipea Marco Aurélio Alves de Mendonça, um dos autores do artigo, é possível ver bancos comerciais chineses no Brasil e na América Latina, mas em projetos menores, como os solares e eficiência energética. Segundo ele, há aquisições de projetos brownfield e greenfield. Ele considera o investimento da BYD na Bahia como greenfield, uma vez que adaptações na planta, que pertencia a Ford, deverão ser feitas.

O autor do artigo ressalta que a China quer ter um protagonismo na descarbonização, também motivada para implantar as suas tecnologias nos mercados. Segundo ele, estar no Brasil é estratégico para o país asiático. A intenção de ‘esverdear’ seu capital seria uma busca recente da China. O país tem buscado diminuir a imagem de principal financiador de usinas de carvão no exterior.

Outro ponto que o artigo destaca é que com a competitividade das suas empresas e um conjunto de mecanismos para financiar projetos de desenvolvimento internacional, a China tem as condições técnicas e financeiras e reúne os interesses que a colocam em condição especial para liderar o financiamento de energias renováveis no mundo. A queda nos custos da solar e eólica e a integração dessas fontes às redes sugerem a chance da China contribuir para a transição energética global e o atingimento de NDCs de países em desenvolvimento.