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A EDP fechou o segundo trimestre com prejuízo de R$ 222,7 milhões frente ao lucro de R$ 381,1 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Em nota a companhia afirmou que o resultado foi impactado pela reclassificação de todos os ativos e passivos de Pecém como “Ativo não circulante mantido para venda”, mensurando os empreendimentos mantidos para venda pelo menor entre o seu valor contábil e o valor justo menos despesas de venda. A reclassificação teve um valor total de R$ 577,2 milhões. Na análise semestral o lucro é de R$ 264 milhões, 70,8% abaixo do mesmo período do ano passado.

Já o Ebitda foi superior a R$ 1 bilhão, diminuindo 8,8% em relação ao segundo trimestre de 2022. A receita líquida atingiu mais de R$ 3,5 bilhões, pouco abaixo do aferido no período anterior. O Capex chegou a R$ 577,3 milhões, crescendo 9,4% na comparação trimestral e R$ 1,185 bilhão, 22,1% na semestral. Enquanto isso a dívida líquida da empresa soma R$ 10,1 bilhões, 5,5% menor do que no período passado.

As distribuidoras fecharam o trimestre com redução das perdas totais de 7,7% na EDP São Paulo, redução de 0,50 p.p., enquanto a EDP ES apresentou perdas totais de 11,76%, recuo de 0,32 p.p., além de estar 0,43 p.p. abaixo do limite regulatório estipulado pela Aneel na última Revisão Tarifária Periódica. Até junho deste ano a concessionária investiu R$ 227,9 milhões em projetos de combate às perdas, sendo os recursos empregados na substituições de medidores, inspeções de campo, blindagem da rede de distribuição através da tecnologia BTZero, blindagem de medição de edifícios populares, instalação de remotas e manutenção dos ativos de telemedição.

Energia injetada na rede cresce 1,6%

O volume de energia distribuída apresentou crescimento de 1,6% no trimestre e no semestre, sendo os efeitos de 0,3% e 0,6% na EDP SP e de 3,6% nas duas análises no Espírito Santo. De acordo com a empresa, o aumento é resultado das condições climáticas, além de um maior período de faturamento e da melhora nas condições de emprego e renda, sendo observado um incremento do consumo das famílias e expansão do número de clientes, principalmente nas classes residencial e comercial. O volume de consumidores subiu 2,9% no período, sendo 2,9% no mercado cativo e 16,5% no mercado livre.

O volume de energia vendida pela área de geração, considerando as empresas consolidadas, foi de 1.276 GWh, redução de 14,1%, decorrente da venda da UHE Mascarenhas, concluída no início de dezembro de 2022. Excluindo o efeito da venda da hidrelétrica, o volume comercializado apresentaria aumento de 3,9%. E considerando as empresas não consolidadas, o montante seria elevado em 3,4%. O GSF médio no trimestre é de 94,9%, resultando em uma exposição de 61,5 GWh ao PLD médio de R$ 69,0/MWh (Submercado SE/CO). No semestre, o GSF médio foi de 98,2%, com uma exposição de 40,1 GWh ao PLD médio de R$ 69,0/MWh no SE/CO.

Por sua vez a área de Trading totalizou 4.049 GWh, em linha com o mesmo período do ano anterior, decorrente do cenário hidrológico favorável no Sistema Interligado Nacional (SIN), resultando em altos níveis dos reservatórios junto ao comportamento da carga com a realização abaixo do esperado e da manutenção do patamar de preços baixos. No semestre, o volume atingiu 9.279 GWh, aumento de 18,5%. No segmento varejista e de atacado, o volume chegou a 704 GWh e 1.276 GWh no trimestre e semestre, com incrementos de 329 GWh e de 744 GWh.