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Após vencer o maior lote no último leilão de transmissão e aguardando ainda as definições quanto ao lote 8 do certame após a inabilitação do Consórcio Genesis, a Rialma quer avançar também na comercialização varejista da energia, acreditando que a experiência adquirida pelo grupo na área de telecomunicações irá ajudar a alcançar um crescimento expressivo de clientes no mercado livre. A operação foi reiniciada pela empresa em fevereiro desse ano e conta atualmente com mais de 40 contrapartes e 4 MW médios já negociados, para consumidores abaixo de 500 kW.

“Decidimos voltar para a comercialização com a eminência da abertura de mercado e a experiência adquirida com o branding e força de vendas da AGE Telecom”, destacou à Agência CanalEnergia o diretor de Comercialização da companhia, Eduardo Porto. Segundo ele, a subsidiária AGE foi o negócio que mais cresceu no Distrito Federal em 2022, com trunfos no fortalecimento da marca, marketing, software e principalmente experiência de gestão e varejo. “Um backoffice e call center com mais de 200 funcionários, o que traz também vantagens competitivas ao ativos frente as comercializadoras tradicionais”, complementa.

Empresa quer expandir comercialização com aprendizado de gestão e varejo da área de telecomunicações

A ideia é utilizar a curva de aprendizado adquirida na Telecom, que projeta 150 mil clientes na sua base ao fim do ano e que discute análise de crivo e processos de contratação simplificados, além de possuir uma rede de contatos e atendimento diferente de quem não está no mercado atacadista. Já a meta da comercializadora é ter pelo menos 500 clientes na carteira até o fim desse ano, com o executivo estimando um volume médio de 37 MWm com a energia vinda de quatro PCHs (68 MW) construídas e operadas pela empresa, que atua também nos segmentos de construção, agropecuária e mineração.

Pipeline de 3 GW

Eduardo Porto classifica a Rialma como um grupo conservador, de mais de 40 anos de atuação na construção e gestão de ativos, começando no agronegócio, passando pelas PCHs e agora buscando a expansão do atendimento energético com 3 GW mapeados de projetos eólicos no Nordeste, a maioria aguardando outorga com os desafios de conexão e destinados a ampliar o leque de opções da comercialização varejista. Em GD solar a empresa possui muitos pareceres de acesso, com cerca de 4 MW concluídos no DF, Goiás, Tocantins e mais 1,5 MW em construção. “O hidrogênio verde também está no radar, sendo analisado pela diretoria de Novos Negócios para aplicações ao mercado internacional”, acrescenta.

Na transmissão, um dos últimos destaques foi a finalização do lote 3 do segundo leilão de 2021, com recorde no prazo. Foram 15 meses de antecipação em relação ao cronograma estipulado pela Aneel, que era de 60 meses. O empreendimento envolve duas linhas em 230 kV: Rio das Éguas-Rio Grande II C1, com 147 km; e Barreiras II-Barreiras C3, com 18,5 km. Agora a companhia concentra-se na estruturação da operação para o lote 2 do último certame. A previsão é de R$ 4,3 bilhões em investimentos. Cinco colaboradores já foram contratados e mais 20 engenheiros são necessários para as obras, que tem conversas adiantadas com os fornecedores.