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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 11 de agosto, que o Brasil talvez tenha a melhor oportunidade histórica para se tornar a grande potência sustentável do planeta. Para ele, o Novo PAC vai ajudar na tarefa. “Não há como pensar em qualquer forma de crescimento econômico, em qualquer forma de geração de riqueza, que não seja de forma verde e sustentável. A nossa grande vantagem nesse momento é sermos reconhecidos como um exemplo mundial em energia limpa”, afirmou em discurso na cerimônia realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

O programa de R$ 1,7 trilhão, prevê investimentos de R$ 540 bilhões no eixo transição e segurança energética. “Mais de oitenta por cento da capacidade instalada de geração de energia prevista no Programa é de energia limpa e sustentável. Aumentaremos de forma significativa nossas já robustas linhas de transmissão do sistema elétrico, para que a energia limpa gerada no Nordeste brasileiro esteja cada vez mais presente em todo o país”, completou. Lula afirmou ainda que o país se tornará “em breve” uma potência mundial em hidrogênio verde.

“Com energia limpa, e pensando estrategicamente na sustentabilidade, daremos impulso a uma nova fase de industrialização do país, que irá reverter a crise vivida por este setor, tão negligenciado nos últimos anos. As infraestruturas de energia e de transporte que integram a carteira do Novo PAC serão fundamentais para possibilitar o renascimento de nossa indústria. Elas vão baratear os custos de produção e de escoamento, tornando os nossos produtos mais competitivos no mercado externo. E mais baratos para o consumidor brasileiro”, discursou o presidente, que prometeu financiamento para a atualização da frota de transporte financiando, por exemplo, ônibus elétrico.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, que discursou na cerimônia representando o Conselho de Desenvolvimento Econômico, disse que o país precisa se posicionar como um dos principais ofertadores de produtos descarbonizados no mundo. Ela lembrou os impactos positivos dos investimentos eólicos já realizados no Nordeste. “O real efeito multiplicador que podemos ver ao visitar o Nordeste, a partir dos investimentos ventos e do sol, e em breve dos aerogeradores no mar”, observou, apontando que cada R$ 1 investido em eólica gerou R$ 2,90 para economia nacional, além de indicar o crescimento econômico e no desenvolvimento humano vivido na região, após a chegada das eólicas.


Elbia Gannoum, da ABEEólica, durante discurso na cerimônia de lançamento do Novo PAC (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Ela disse que o Novo PAC traz a sinalização necessária aos investidores para estimular a viabilização de projetos. Ela também lembrou dos projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional importantes para o setor privado, como o do mercado de carbono, energia offshore e hidrogênio verde. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o projeto de mercado de carbono deve ser enviado ainda em agosto ao Congresso e a primeira emissão de títulos soberanos verdes deve ocorrer entre setembro e outubro.

A ministra de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marina Silva, elogiou o fato da questão da sustentabilidade está inserida no Novo PAC. “Não é só um projeto desenvolvimentista, se formos para criação de novas palavras, é sustentabilista”, observou Marina, afirmando que o país pode se tornar um grande exportador de sustentabilidade. E reforçou a interligação entre o programa e o Plano de Transformação Ecológica. Ela indicou ainda um reforço nos órgãos ambientais, principalmente, o Ibama para lidar com a grande quantidade de processos de licenciamento. “Hoje temos 3,4 mil processos. Vamos realizar novo concurso para o Ibama e chamar os concursados do cadastro de reserva para ter agilidade sem perde qualidade”, ponderou.