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A Petrobras possui planos para investir em eólica onshore no curtíssimo, em médio e longo prazo. Essa última categoria se enquadra os recém anunciados projetos offshore protocolados no Ibama, mas mais próximo à realidade estão empreendimentos para aquisições que poderão ser divulgados em breve.

De acordo com o diretor de Transição Energética da estatal, Maurício Tolmasquim, a companhia analisa parques onshore de empresas que atuam no Brasil. Mas ainda olham para outros ativos na modalidade offshore no exterior enquanto a lei brasileira não é aprovada.

“Estamos olhando ainda possibilidade de no exterior entrar minoritariamente em projetos offshore para enquanto não sai a lei no Brasil. Isso é para ganharmos experiência, pois nosso foco maior está no país”, disse ele após a coletiva de anúncio da entrada da empresa em eólica offshore durante o segundo dia do Brazil Windpower 2023.

O anúncio desses projetos mais próximos ainda depende da finalização de due dilligence, análise dos projetos, que está em andamento. Depois dessa etapa a proposta passa pelos comitês da Petrobras para análise, desde que seja comprovada a viabilidade financeira com o VPL líquido positivo de um determinado investimento. Por isso, até a aprovação final esse estudo pode ser que não seja concretizado.

Os recursos para aquisições de negócios em baixo carbono estão aprovados pelo Conselho da empresa em uma faixa que está entre 6% a 15% do capex total da Petrobras no plano estratégico vigente.

Com o passar do tempo, disse Tolmasquim, pode ser que esse índice seja estendido caso seja necessário. Mas essa avaliação ficará para o futuro com o avanço dos estudos para os projetos offshore.

“Na época vamos ver. Pode ser apresentada uma proposta de expandir, depende do conselho e pode ser solicitado um aumento desse limite”, afirmou ele.

Tolmasquim acredita ainda que os primeiros projetos offshore poderiam ser atrelados a um PPA para aqueles investidores viabilizarem empreendimentos com mais segurança. “Acho que seria uma interessante forma, se a licitação da área tivesse também disputa pelo contrato de energia como existe para as UHEs”, disse ele. “A ideia do PPA tira incerteza do investidor enorme. Ele sabe o investimento e a receita, então diminui o risco e posso aprovar o projeto. Isso seria salto enorme e atrairia investidores internacionais ao Brasil, este tipo de formato tem em alguns países e se pudermos ofertar aqui seria ótimo”, opinou.

Mais cedo, a Petrobras anunciou que iniciou o processo de licenciamento ambiental de dez áreas no mar brasileiro destinadas ao desenvolvimento de projetos de energia eólica offshore. Ao total somam 23 GW de potencial.

Desse total, sete áreas estão na região Nordeste (três no Rio Grande do Norte, três no Ceará e uma no Maranhão); duas no Sudeste (uma no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo) e uma no Sul do país (no Rio Grande do Sul).

Este ano, a companhia completa uma década de medições eólicas offshore e está intensificando as campanhas de medição eólica em algumas locações no mar brasileiro, fundamentais para a avaliação da viabilidade técnica de futuras instalações de energia eólica offshore. É o caso, por exemplo, de seis plataformas localizadas em águas rasas no litoral dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Espírito Santo.

A área escolhida no estado do Rio de Janeiro, em Cabo Frio, é a única posicionada em profundidade d´água maior que 100 metros, na qual não é possível utilizar fundações fixas, cravadas diretamente no solo marinho. Para esse caso, as instalações têm que ser flutuantes e sua viabilização abrirá possibilidades de integração e fornecimento de energia para as plataformas de produção da companhia.