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A Pan American Energy está próxima de iniciar suas operações no Brasil. A companhia está com 70% das obras concluídas de seu primeiro ativo no país, o Complexo Eólico Novo Horizonte (BA). Esse deverá ser apenas o primeiro passo da empresa que tem sede na Argentina no lado de cá da fronteira. O plano da organização para o Brasil é de ter cerca de 3 GW de capacidade instalada até 2028. Se esse objetivo já fosse realidade, para fins de comparação, o país teria mais que o dobro da capacidade que a companhia tem em seu país sede e que soma 1,4 GW em eólicas e térmicas.

Quem aponta esse objetivo é o vice-presidente de Desenvolvimentos Internacionais, Enrique Lusso. O próximo passo deverá ser decidido até o final do primeiro trimestre de 2024 e envolve o investimento em um parque solar de até 300 MWp de potência ao lado do complexo eólico em construção.

“Nossa ideia é a de aproveitar a sinergia entre o vento noturno no interior da Bahia, estamos a 600 km do litoral e a irradiação solar durante o dia”, disse ele em entrevista à Agência CanalEnergia no Brazil Windpower 2023, que terminou nesta quinta-feira, 14 de setembro. “Estamos tão confiantes que até construímos uma subestação e uma linha de transmissão de 500 kV e 80 km de extensão com capacidade de escoamento da produção dessa energia”, acrescentou o executivo.

Os investimentos para esse pipeline não estão estimados. No complexo eólico são R$ 3 bilhões, parte deles obtida por meio de dois empréstimos: R$ 900 milhões do BNDES e R$ 300 milhões do Banco do Nordeste, o restante é por meio de capital próprio. O início da operação está previsto para 2024.

A empresa quer ter mais protagonismo no país e esse contexto serve para diversificar a matriz energética da empresa. E o Brasil faz sentido para a companhia não apenas para a geração de energia, mas também por conta das relações bilaterais entre os países. No Brasil chegaram em 2021 e o plano é de longo prazo por tamanho de recursos naturais do país, bem como o mercado que tem 4 vezes a capacidade instalada da Argentina e com perspectivas de crescimento previsto para os próximos anos.

Complexo eólico da PAE na Bahia será o maior em termos de capacidade instalada da empresa de 70 anos e há perspectiva do cluster chegar a 723 MW com a fonte solar. Foto: Divulgação/ PAE

“Acreditamos que há bom acesso ao crédito, ferramentas de acesso a recursos financeiros, cadeia de fornecimento e o nível profissional das pessoas que aqui trabalham e facilita o estabelecimento da empresa do zero como fizemos”, destacou ele.

Os planos da empresa passam por uma participação sempre majoritária em seus projetos. A preferência é por projetos greenfield e não por aquisições. Lusso lembra que a PAE gosta de ser a operadora dos projetos. Parcerias são sempre bem vindas, diz ele, mas a preferência é por ter a maior parte do capital. Uma possibilidade no futuro em que a empresa poderia ser minoritária seria em tecnologias em que não tem experiência, como a offshore aqui no Brasil. E fala que todas as alternativas são sempre avaliadas.

O Complexo Eólico Novo Horizonte é formado por 10 parques localizados em seis municípios baianos. Ao todo, terá 423 MW de capacidade instalada, usa máquinas de 4,5 MW da Vestas. Cerca de 35% dessa energia está contratada e o restante está em processo de prospecção de clientes. Segundo Lusso, a ideia é de trabalhar com grandes consumidores intensivos. A PAE assinou acordos comerciais para fornecimento de, ao menos, 70 MW médios de energia por um prazo de até cinco anos, e está avançando no registro do projeto no mercado de emissão de créditos de carbono. Além disso, nesse contexto da transição energética, a empresa também vem investindo em lítio para o fornecimento do mineral que é um dos principais componentes das baterias para a mobilidade elétrica.

A empresa está presente em seis países na América Latina onde atua também nos segmentos de upstream, midstream e downstream em petróleo e gás. Em termos de geração, na Argentina, tem três parques eólicos em operação na Patagônia. Mas gera energia elétrica a partir de fontes tradicionais também. Em seu capital possui sócios internacionais.