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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse em entrevista que o governo está preparado para garantir o abastecimento de energia elétrica, no momento em que o país enfrenta um crescimento expressivo da demanda, em razão do aumento recorde das temperaturas no país. A preparação inclui um eventual acionamento de usinas térmicas em casos pontuais e específicos, completou o ministro, destacando que o grande desafio é equilibrar garantia de suprimento com modicidade tarifária.

“Nós sabemos que temos energias que custam menos e elas têm que ser utilizadas, desde que não comprometam a segurança energética e, como eu disse, o pulmão, o reservatório de energia firme”, afirmou, explicando que no mundo é considerada firme a geração hidrelétrica e a térmica, incluindo usinas a biomassa e nuclear.

O ministro participou nesta quarta-feira, 27 de setembro, da cerimônia de assinatura dos contratos de concessão do leilão de transmissão realizado em 30 de junho desse ano. O certame ofertou nove lotes de empreendimentos com investimento previsto de R$ 16 bilhões, incluindo instalações destinadas ao escoamento de energia renovável do Nordeste e do Norte de Minas Gerais para os centros consumidores. A solenidade no Palácio do Planalto teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice, Geraldo Alckmin, além do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Sandoval Feitosa.

Silveira disse que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico trabalha com muita precaução para garantir suprimento e ao mesmo tempo equilibrar a segurança com a modicidade tarifaria. Ele lembrou que enquanto as usinas hidrelétricas estavam vertendo água no início do ano, em razão da cheia dos reservatórios, o colegiado comandado pelo MME autorizou o aproveitamento dessa água para exportar energia para Argentina e Uruguai, com a finalidade de abater os custos que são pagos pelo consumidor brasileiro na tarifa.

Segundo o ministro, havia uma determinação para que, suspenso o vertimento de Furnas e de Itaipu, o Brasil também suspendesse a exportação de energia hidrelétrica para os países vizinhos. O objetivo era preservar o volume das represas, considerando a possibilidade de escassez hidrica nesse ano, já que a expectativa com o fenômeno El Niño é de menor volume de chuvas, o que também vai afetar o volume hidrico no pais.

Apagão

O ministro também comentou a minuta de relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico apontando a performance dos equipamentos de controle de tensão de parques eólicos e fotovoltaicos  próximos à linha de transmissão Quixadá-Fortaleza II como  a principal causa do apagão que afetou o Sistema Interligado no último dia 15 de agosto. Destacou que o ONS é responsável pela operação do SIN e que o documento divulgado no início da semana tem credibilidade justamente por ser um relatório técnico.

“A recomendação do CMSE é para que, apurada a causa do evento que ocorreu há mais de um mês, todas as providências sejam tomadas para sanar qualquer oscilação que possa gerar qualquer instabilidade no sistema”, disse.

Já em relação ao inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar um possível ato de sabotagem na ocorrência, ele afirmou que é uma prerrogativa de quem preside a investigação fazê-lo de forma independente, para chegar a uma conclusão definitiva. O ministro disse ainda que laudo do ONS demonstrou que o sistema de transmissão brasileiro precisa ser reforçado, para que se tenha a ampliação de investimentos em fontes renováveis.