O presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, acredita que o Brasil tem um potencial muito grande em relação ao hidrogênio verde.  Contudo, ele avalia que o país precisa  andar mais rápido com relação a essa tecnologia, porque há o risco de perder a corrida para outros países que têm problemas energéticos muito maiores do que o nosso e que vão assim como os Estados Unidos subsidiar essa questão.

Em encontro realizado com jornalistas nesta terça-feira, 3 de outubro, Sales ainda destacou que é preciso correr com as análises voltadas a essa questão. “Mas sempre com neutralidade tecnológica para buscar as oportunidades como elas de fato são e não como decorrência de incentivos”, declarou

O presidente do Instituto Acende Brasil também acredita que a grande preocupação em relação à eólica offshore é como avançar sem novos subsídios. Já para Eduardo Monteiro, diretor do Instituto, os empreendimentos onshore estão enfrentando um efeito bumerangue, pois tudo é contestado do ponto de vista social ambiental, inclusive, ruídos em parque eólicos. O Instituto crê que há uma certa ingenuidade acreditar que é possível montar um projeto dessa natureza sem ter uma reação ambiental forte.

“Cabe uma reflexão, hoje no Brasil temos uma sobreoferta de energia, então é difícil de imaginar que uma matriz limpa como a nossa pode ser menos competitiva do que uma geração feita em alto mar com uma tecnologia que ainda é incipiente né?”, disse Claudio Sales.