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A Stellantis, holding que agrega marcas de veículos como Fiat, Jeep, Ram, Peugeot e Citroën, está desenvolvendo um projeto no Brasil onde oferece soluções tecnológicas e componentes para veículos híbridos que combinem etanol e eletrificação. Para organizar esses esforços, a empresa lançou a plataforma Bio-Electro, que tem o objetivo de articular um grande conjunto de parcerias, visando acelerar o desenvolvimento e implantação de novas soluções de motopropulsão, e consequentemente, de descarbonização da mobilidade.

A empresa está investindo em múltiplas alternativas de propulsão, como a eletrificação, e planeja que 100% de suas vendas na União Europeia em 2030 sejam de veículos elétricos. Para os Estados Unidos, a companhia prevê 50% de participação de veículos elétricos até 2030. Para atingir essa meta, a companhia destinou 30 bilhões de euros até 2025 em eletrificação e desenvolvimento de software. Além disso, para assegurar essa infraestrutura, a empresa está construindo uma rede global de cinco fábricas de baterias veiculares, capazes de fornecer ate 400 GWhora em produção até 2030. A montadora acredita que seguindo esse modelo, seja possível diminuir em 50% as emissões de CO2 até o final desta década.

Brasil

Com uma matriz energética sustentável, devido ao uso de biocombustíveis e da geração elétrica por meios renováveis, a Stellantis acredita que o Brasil tem uma posição privilegiada na eletrificação de veículos, como por exemplo o uso do Etanol. Hoje os transportes representam 13% das emissões de CO2 no país. De acordo com João Irineu Medeiros, Vice-Presidente de Assuntos Regulatórios da companhia, o etanol é um forte aliado na redução das emissões e sua combinação com a eletrificação pode ser uma alternativa competitiva de transição a preços mais acessíveis, tornando o caminho mais rápido e viável do ponto de vista social, econômico e ambiental.

A proposta da Stellantis é a combinação do etanol com a eletrificação em propulsão híbrida, que combina motor a combustão e motor elétrico. Embora os carros elétricos sejam importantes no processo de descarbonização, eles têm um custo muito elevado, o que impede sua aquisição por amplas faixas de consumidores. “A solução 100% elétrica não tem escala necessária e precisa ser desenvolvida e aprimorada para que possa entrar como alternativa de massa para descarbonização em um país em desenvolvimento com características de renda como as do Brasil”, apontou Medeiros.

Entre os projetos que estão sendo desenvolvidos, e que têm previsão de lançamento no final de 2024, a empresa aposta no veículo Bio-Hybrid, que conta com uma bateria de lítio de 12V, acoplada embaixo do banco do motorista, que se alterna com a combustão do etanol. Seu acionamento e recarga é feito mediante aceleração e frenagem do veículo. O modelo seguinte, Bio-Hybrid e-DCT, já trabalha com uma bateria de 48V, sendo acionada no mesmo modo do veículo anterior. O terceiro é o Bio-Hybrid Plug-In, que opera tanto com etanol, quanto com carregamento elétrico, via postos de recarga veicular. Esse modelo possui uma bateria de cerca de 350V. O último modelo, BEV, é 100% elétrico. Seu funcionamento é feito via recarga e possui uma bateria de 400V. A cadeia de preços para revenda será de acordo com o estilo operacional do veículo e modelo de carro em qual ele será montado.

Medeiros destacou que é importante observar que o projeto de carbono zero não inclui apenas os veículos, mas toda a cadeia de valor envolvida no ciclo de produção, ou seja, desde a criação da matéria prima, passando por suas emissões durante o uso, até o descarte total do veículo, ao fim de sua vida útil.