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A reunião emergencial no final da tarde de segunda-feira, 6 de novembro, para debater o fornecimento de energia no estado resultou em um plano para futuros eventos climáticos extremos na capital paulista, principalmente. Seria um plano de contingência que hoje não existe e que envolveria diversos órgãos do governo, prefeituras e as concessionárias de energia. Ainda nesse foco está o estudo para que as redes sejam mais resilientes.

Nesse sentido, disse o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) será criado um grupo de trabalho no âmbito da Aneel para estudar e adequar as redes ao que chamou de novas demandas e a realidade de eventos climáticos. A ideia destacou ele é de aperfeiçoar os contratos e os indicadores, bem como, avaliar onde deve ocorrer a mudança de rede aérea para subterrânea.

Por outro lado, o encontro que ocorreu a portas fechadas no Palácio dos Bandeirantes apontou ainda para a necessidade de aprimoramento de ações de coordenação e de comunicação entre diversos órgãos e as empresas. Inclusive falhas de comunicação. Outro fator atribuído ao problema foi a falta de cuidado com as árvores de grande porte na cidade, que por conta do vento derrubou redes de média e alta tensão o que aumentou a complexidade da operação de reconstrução.

“Devemos avaliar como tornar as redes mais resilientes em termos de projetos, o grande vilão foi a questão das árvores que por falta de manejo caíram sob a rede”, apontou .

A questão das mudanças climáticas foi um dos pontos mais citados ao longo de pouco mais de uma hora de coletiva. O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, ressaltou que o evento foi considerado atípico. Lembrou que em São Paulo há o Plano Verão há alguns anos, mas que este começa em janeiro, época de chuvas mais intensas na região, não em novembro.

Freitas disse ainda que na reunião ainda houve a discussão sobre o problema atual. Ele lembrou que a regulação da concessão de distribuição é de competência da Aneel e o ressarcimento das interrupções de energia segundo as regras para a questão da indisponibilidade da energia, mas com uma atenção especial.

“O que pedimos é agilidade para atender pedidos dos clientes às pessoas que sofreram, um plano especial de atendimento que saia do rito ordinário pois foi uma questão extraordinária e por isso o atendimento tem que ser extraordinário, um plano especial de atendimento de ressarcimento”, disse.

Feitosa afirmou que a Aneel apurará as responsabilidades, mas que a meta agora é finalizar a retomada do serviço aos consumidores. Lembrou que os ventos muito fortes diferente da previsão do tempo, que também pode ser aprimorada no sentido de trazer mais precisão e pegar menos de surpresa as empresas. E ainda na questão das redes destacou que o padrão de construção é para ventos de 80 km por hora mas que foram registradas velocidades de mais de 100 km.