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O investimento em fontes de geração limpas fez com que o número de empregos no setor energético global aumentasse em 2022. De acordo com o relatório da Agência Internacional de Energia, intitulado World Energy Employment 2023, disponível para download, inglês, estiveram envolvidas 67 milhões de pessoas em 2022, um aumento de 3,5 milhões em relação aos níveis pré-pandemia.

Mais de metade do crescimento do emprego durante este período ocorreu em apenas cinco setores. São eles: energia solar fotovoltaica, energia eólica, veículos elétricos e baterias, bombas de calor e mineração de minerais críticos. Desses, a energia solar fotovoltaica é de longe o maior empregador, representando 4 milhões de empregos, enquanto os VE e as baterias foram os que cresceram mais rapidamente, acrescentando bem mais de 1 milhão de empregos desde 2019.

Os empregos nas indústrias de combustíveis fósseis também registaram um aumento ano após ano, mas a recuperação foi mais moderada, deixando os combustíveis fósseis abaixo dos níveis pré-pandêmicos, apesar das empresas de petróleo e gás registrarem receitas recorde em 2022. Como resultado, a energia limpa representa mais de metade do total de empregos no setor energético, tendo ultrapassado os combustíveis fósseis em 2021.

Esse aumento, relata a AIE, ocorreu em todas as regiões do mundo, com a China, que concentra a maior força de trabalho no setor da energia. A expansão das indústrias de energia limpa também gera empregos na mineração crítica, que criou 180 mil vagas nos últimos três anos, destacando a importância crescente destes elementos essenciais na nova economia energética.

No entanto, a escassez de mão-de-obra qualificada é apontado como uma realidade e barreira fundamental ao aumento da atividade. Uma pesquisa da AIE junto de 160 empresas energéticas em todo o mundo apontou essa situação.

O relatório conclui que o número de trabalhadores que obtêm diplomas ou certificações relevantes para empregos no setor energético não acompanha o ritmo da procura crescente. Este é particularmente o caso dos trabalhadores profissionais, como os eletricistas especializados, bem como dos profissionais da ciência, tecnologia e engenharia.

Na avaliação do diretor executivo da AIE, Fatih Birol, os governos, a indústria e as instituições de ensino precisam de implementar programas que forneçam os conhecimentos necessários para acompanhar o ritmo da procura crescente, especialmente para fabricar e construir os projetos necessários para cumprimento das metas energéticas e climáticas.

O relatório aponta que mais de 35% dos trabalhadores do setor energético global exercem profissões altamente qualificadas, em comparação com cerca de 27% na economia em geral. Algumas empresas de combustíveis fósseis estão a requalificar internamente os trabalhadores para cargos em áreas de baixas emissões, a fim de reter talentos ou manter a flexibilidade à medida que surgem necessidades.

Entre as conclusões está a de que é esperada que a crescente procura de trabalhadores no setor das energias limpas continue, com o crescimento de novos empregos a superar o declínio nas funções dos combustíveis fósseis em todos os cenários da AIE.

No cenário atualizado de Emissões Líquidas Zero até 2050 – que fornece um caminho global para o setor energético consistente com a limitação do aquecimento global a 1,5 °C – 30 milhões de novos empregos em energia limpa serão criados até 2030, enquanto perto de 13 milhões de empregos em indústrias relacionadas com combustíveis fósseis estão em risco. Ou seja, serão criados dois empregos em energia limpa por cada emprego perdido relacionado com combustíveis fósseis.