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O relatório anual da Statkraft que analisa as diretrizes e impactos da transição energética global até 2050 aponta que as emissões de CO2 diminuirão 69% até a metade desse século, em comparação com os níveis atuais. A perspectiva é de que essa curva limitará o aquecimento global a menos de 2°C, caso se confirmem as projeções.  De acordo com a empresa, essa constatação representa um ritmo um pouco mais rápido e otimista do projetado no relatório do ano passado. O documento está em sua 8ª edição e está disponível para download na íntegra em inglês ou em português.

Entre os destaques estão as fontes solar e eólica, que crescerão 22 e 12 vezes, respectivamente, em comparação com os níveis atuais. O estudo destaca que o custo das tecnologias limpas primárias, como a energia eólica e solar e as baterias, diminuíram 69% a 89% a nível mundial na última década.

A publicação cita que a capacidade renovável experimentou um aumento recorde em 2022, com aproximadamente 340 GW adicionados em todo o mundo. A energia solar fotovoltaica foi a principal contribuinte para este crescimento, devido a adições líquidas de quase 220 GW.

O relatório deste ano, indica a empresa, adiciona mais dois cenários que são Rivalidade de tecnologia limpa X Transição atrasada. Os dois cenários adicionais exploram ainda como as tensões geopolíticas e as rivalidades regionais podem afetar o ritmo e o escopo da transição energética.  E os resultados são apontados como positivo e realista, mas o relatório reconhece que existem incertezas e riscos que podem atrasar a transição ou torná-la mais dispendiosa.

Em rivalidade de tecnologia limpa pressupõe que potências globais como Estados Unidos, União Europeia e China se envolvam em uma competição protecionista alimentada por subsídios nas cadeias de fornecimento de energia limpa. O cenário de transição atrasada pressupõe que desafios iminentes, como inflação e custos de vida elevados, segurança nacional e agitação social, levem a mais distorção e redução da ação climática.

A análise da Statkraft aponta para a continuação da transição energética em todos os cenários. A acessibilidade da energia solar fotovoltaica, da energia eólica onshore, das baterias e das bombas de calor está impulsionando as mudanças na produção e no consumo de energia.

Devido ao aumento dos preços dos combustíveis fósseis, estas tecnologias mantiveram a sua competitividade apesar da inflação. Outro destaque é que as energias renováveis irão suprir mais de 80% da demanda mundial de energia em 2050, mais do que duplicando ao longo do período devido à profunda eletrificação dos edifícios, dos transportes e da indústria.

“Para acelerar a transição energética, devemos expandir estratégias comprovadas. Na COP 28, o foco na triplicação da capacidade renovável é crucial, dada a relação custo-eficácia da energia eólica e solar como medidas de mitigação”, aponta o CEO da Statkraft, Christian Rynning-Tonnesen, no relatório. “Até agora, a transição energética ocorreu predominantemente no mundo desenvolvido e na China. No futuro, é crucial acelerar também a transição energética em regiões com acesso limitado ao capital e à tecnologia, onde se espera a maior parte do crescimento da demanda de energia. Além disso, precisamos investir e desenvolver medidas de mitigação menos maduras, como o hidrogênio e a captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS)”, apontou.

O Brasil consta com uma citação no relatório quando a empresa aborda o desenvolvimento da eólica offshore. A companhia aponta o país em destaque na América Latina, junto a Colômbia e Uruguai como locais que estão adotando novas políticas e regulamentações para promover o crescimento da modalidade, representando uma mudança de paradigma na região, na análise da empresa.