Olá, esse é um conteúdo exclusivo destinado aos nossos assinantes
Para continuar tendo acesso a todos os nossos conteúdos, escolha um dos nossos planos e assine!
Redação
de R$ 47,60
R$
21
,90
Mensais
Notícias abertas CanalEnergia
Newsletter Volts
Notícias fechadas CanalEnergia
Podcast CanalEnergia
Reportagens especiais
Artigos de especialistas
+ Acesso a 5 conteúdos exclusivos do plano PROFISSIONAL por mês
Profissional
R$
82
,70
Mensais
Acesso ILIMITADO a todo conteúdo do CANALENERGIA
Jornalismo, serviço e monitoramento de informações para profissionais exigentes!

De acordo com um novo relatório publicado pela Agência Internacional de Energia, o setor de óleo e gás tem sido uma força marginal na transição para um sistema de energia limpa e precisa contribuir positivamente para a nova economia energética. Uma ação mais efetiva para combater as mudanças no clima traria uma queda clara na procura de ambos os combustíveis. As empresas desse setor representam atualmente apenas 1% do investimento em energia limpa no mundo e 60% desse valor é oriundo de apenas quatro players. Segundo o relatório, os produtores devem escolher entre contribuir para o aprofundamento da crise climática ou ser  parte da solução.

O relatório diz que mesmo por conta dos movimentos atuais, a AIE projeta que a procura global de petróleo e de gás deverá atingir o pico em 2030. Caso os governos cumpram os seus compromissos nacionais em matéria de energia e clima, a procura cairá 45% abaixo do nível atual até 2050. Em um caminho para atingir o zero emissões líquidas até meados do século, o necessário para manter a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 °C, o uso de petróleo e gás diminuiria em mais de 75% até 2050.

De acordo com o diretor geral da AIE, Fatih Birol, a indústria do petróleo e do gás enfrenta um momento de verdade na COP 28 no Dubai. A continuidade dos seus negócios como são hoje não é social nem ambientalmente responsável. Segundo ele, o relatório especial mostra um caminho viável em que os players assumem uma participação real na economia de energia limpa, ajudando ao mesmo tempo o mundo a evitar os impactos mais graves das alterações climáticas.

Para se alinharem com um cenário de 1,5 °C, as próprias emissões da indústria precisam de diminuir 60% até 2030. A intensidade das emissões dos produtores de petróleo e gás com as emissões mais elevadas é atualmente cinco a dez vezes superior àquelas com as mais baixas, mostrando a vasto potencial para melhorias. Além disso, as estratégias para reduzir as emissões de metano – que é responsável por metade das emissões totais das operações de petróleo e gás – são bem conhecidas e podem normalmente ser implementadas a baixo custo.

No cenário net zero, petróleo e o gás deverão tornar-se um negócio menos lucrativo e mais arriscado ao longo do tempo. A análise do relatório conclui que a avaliação atual das empresas privadas de petróleo e gás poderá cair 25%, face aos atuais US$ 6 trilhões, caso todos as metas forem alcançados, e até 60% se o mundo se encaminhar para limitar o aquecimento global. a 1,5°C.

A estratégia de transição de cada empresa pode e deve incluir um plano para reduzir as emissões das suas próprias operações, de acordo com o relatório. A produção, transporte e processamento de petróleo e gás resultam em quase 15% das emissões globais de gases com efeito de estufa relacionadas com a energia – igual a todas as emissões de gases com efeito de estufa relacionadas com a energia dos EUA. Na situação atual, as empresas que têm como objetivo reduzir as suas próprias emissões representam menos de metade da produção global de petróleo e gás.

Os US$ 800 bilhões investidos anualmente no setor do petróleo e gás são o dobro do que será necessário em 2030, numa trajetória que limita o aquecimento a 1,5 °C. Nesse cenário, as quedas na procura são suficientemente acentuadas para que não sejam necessários novos projetos no setor de longo prazo.