Em mais um capítulo do embate que a Prefeitura de São Paulo e Enel São Paulo, a concessionária se reuniu com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e apresentou um plano estruturado de ações que visa reforçar a resiliência da sua rede elétrica para enfrentar as questões climáticas. A crise que envolve a distribuidora vem desde o dia 3 de novembro com o registro de ventos de mais de 100 km/h, que impactaram cerca de 2,1 milhões de consumidores. A companhia se comprometeu a investir R$ 6,2 bilhões entre 2024 e 2026 na área de concessão, que engloba a capital e 23 municípios, elevando o patamar anual de investimento da Enel São Paulo de uma média de R$ 1,4 bilhão, desde a aquisição da Eletropaulo, para cerca de R$ 2 bilhões.

As medidas, informou a empresa, serão implementadas de imediato pela companhia, e, segundo a concessionária, têm o objetivo de satisfazer as necessidades de fornecimento de energia dos consumidores. A companhia tem a expectativa de que o plano leve a uma melhoria contínua do fornecimento de energia como solicitado pela prefeitura de São Paulo. Estão nesse investimento a contratação de até 1.200 colaboradores de forma a assegurar uma resposta de melhor qualidade às solicitações dos clientes.

Dentre as iniciativas apresentadas pela distribuidora, além do reforço significativo das equipes de profissionais próprios que atuam em campo, foi destacada a intensificação das manutenções preventivas, o aumento do número de podas preventivas e modernização da rede elétrica. Em termos de rede, a Enel aponta que serão intensificadas as ações de manutenções preventivas e corretivas com o objetivo de reduzir os desligamentos não programados na rede de distribuição de energia, com a substituições de equipamentos.

A empresa deverá aportar recursos na modernização de trechos da rede de média e baixa tensão, com a instalação de redes compactas mais resistentes, além da instalação de mais equipamentos de automação que permitem manobras remotas de cargas quando há falta de energia. Essa configuração da rede também favorece a utilização de geradores para atender os clientes deligados em caso de emergência

E ainda são previstos novos protocolos de atuação em caso de contingência que permitem a distribuidora ampliar em mais de quatro vezes as equipes em campo, dependendo da criticidade dos alertas meteorológicos. A Enel ainda reiterou seu compromisso de participação no Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE), que passa a integrar de forma permanente para auxiliar as autoridades no atendimento às ocorrências no município.

Em relação a poda de árvores, a Enel apresentou uma proposta para renovar o convênio de podas com a Prefeitura e de dobrar o número dessa atividade  realizada preventivamente por ano, a ideia é a execução de cerca de 600 mil podas/ano na área de concessão.