A Taesa apresentou lucro líquido de R$ 374 milhões no primeiro trimestre, queda de 3,3% na comparação anual. O Ebitda somou R$ 558,2 milhões, subindo 2%, enquanto a receita líquida da companhia aumentou 5,5% no período, ficando em R$ 731,3 milhões. Os dados divulgados referem-se à contabilidade societária (IFRS), cujos resultados consideram receitas de ativos financeiros, entre outros indicadores. No balanço regulatório, o lucro líquido atingiu R$ 193,2 milhões, diminuindo 10,3%.

Do ponto de vista operacional, a transmissora manteve um índice de disponibilidade das LTs em 98,8%, com uma Parcela Variável no valor total de R$ 19,8 milhões, afetada pelo desligamento intempestivo provocado pela falha de um dos componentes de sustentação dos cabos em uma das torres de Janaúba. A difícil identificação dificultou a recomposição, tendo sido inspecionadas todas as estruturas e trocados os componentes com potencial de falha, garantindo a segurança do ativo.

Por falar em segurança, a companhia informou que teve poucos impactos na catástrofe climática no Rio Grande do Sul, com os maiores desafios recaindo na infraestrutura e logística por estradas bloqueadas e áreas alagadas há mais de 3 dias. “Apenas duas torres tiveram um nível de subida de água na base além de algum problema na movimentação de pessoas, mas nada demais”, comentou o diretor Técnico da empresa, Marco Antônio Resende Faria, durante teleconferência ao mercado nessa quinta-feira, 9 de maio.

São cerca de 100 famílias de colaboradores da companhia na região, e que estão preparados para ajudar as comunidades vizinhas a partir das arrecadações de doações que a Taesa afirmou que está fazendo internamente.

Expansão e reforços

Na esteira de implantação, a transmissora segue dedicada à execução e entrega dos seus novos empreendimentos em construção Ananaí, Pitiguari, Saíra (2ª fase) e Tangará, além dos novos reforços da Novatrans, TSN, São Pedro, ATE e ATE III, que juntos adicionarão R$ 425 milhões de RAP quando entrarem em operação comercial. Neste trimestre foram obtidas autorizações para mais dois reforços de maior porte (ATE III e São Pedro), somando R$ 76 milhões de Capex e R$ 11 milhões de RAP estimada. Entre os avanços, o único projeto que ainda depende do licenciamento do Ibama é Ananaí.

Mais proventos

Em um comunicado, a Taesa informou que a proposta de distribuição de proventos em 2024 será de no mínimo 75% do lucro líquido regulatório. E que a partir do exercício social de 2025, a intenção da é propor a distribuição de proventos entre 90% e 100% do montante.

A decisão não altera o pagamento dos dividendos mínimos obrigatórios prevista no Estatuto Social, que consiste a um provento anual não cumulativo de pelo menos 50%. Nesse sentido, o valor anual apurado de distribuição deve sempre ser maior ou igual a essa porcentagem, após os devidos ajustes legais e estatutários.

Por sua vez, o conselho de administração da empresa aprovou a distribuição de R$ 144,8 milhões a título de juros sobre capital próprio, a um valor de R$ 0,14019703331 por ação e de R$ 0,42059109993 por Unit. O pagamento está previsto para 27 de junho deste ano.