O inverno se aproxima com a perspectiva de ser mais frio do que os últimos anos. Essa situação deve-se ao fato de que o fenômeno La Niña – que apesar de ter sido mais fraca – ainda deixa vestígios. Apesar disso, a perspectiva é de que já no final de agosto seja possível ver a primeira onda de calor e até mesmo a antecipação do período chuvoso.

Essas projeções são do meteorologista da Climatempo, Pedro Regoto, que foi entrevistado no Estúdio CanalEnergia, durante a edição 2025 do Enase, realizado no Rio de Janeiro. “Quando a atmosfera se esquenta mais rápido, temos o primeiro sinal. É a atmosfera mostrando que está se preparando para o período úmido”, explicou.

Contudo, o fato de estarmos em um período de neutralidade quando olhamos para o Oceano Pacífico fica complicado de fazer previsões de longo prazo. Nesse caso as condições de curto prazo atuam de forma mais expressiva sobre o clima, dando um horizonte de semanas para a meteorologia ter mais acurácia nas previsões.

Regoto destaca que 2025 será um ano mais seco a partir de julho a agosto com variações de temperaturas nas semanas. Ele descarta nesse momento dias com temperaturas acima da média para o inverno. “Deverá ser um inverno com cara de inverno”, resume.

Confira na íntegra a entrevista concedida por Pedro Regoto ao CanalEnergia em nosso estúdio montado no Enase em comemoração aos 25 anos do mais tradicional portal de notícias do setor elétrico.