A descarbonização no fornecimento de energia na Amazônia é um desafio que envolve não apenas o uso de tecnologia, fontes limpas e recursos. A governança desses processo é essencial para que esse objetivo seja a alcançado. E diante desse cenário, dificilmente o país conseguirá alcançar o objetivo da universalização da energia até 2028.
Esse é um dos principais resultados de um estudo contratado pela FNCE e realizado pela Envol. O CEO da consultoria, Alexandre Viana, detalhou as conclusões ao em entrevista ao CanalEnergia durante o Enase 2025, realizado no Rio de Janeiro. “Hoje são quase 4 milhões com problemas em todos os sistemas isolados. São 2,7 milhões de pessoas sem acesso de qualidade e mais 1,1 milhão não tem acesso formal, tem energia elétrica apenas por meio de geradores a gasolina ou a diesel em suas comunidades”, disse.
Viana conta que já existem iniciativas em toda a região, mas o problema mais evidente é a falta de coordenação, falta de governança para que as ações sejam efetuadas de forma mais eficiente. Entre as soluções, diz que não é possível interligar toda a região. “Sem microgrids não conseguiremos universalizar o acesso a toda a população. Ou seja, não existe uma solução única que sirva para a descarbonização da Amazônia por suas dimensões e características regionais”, pontua.
O custo de quanto será necessário para a universalização fará parte de uma segunda fase do estudo. Mas para financiar esses investimentos, diz o CEO da Envol, passa pelo uso de parte da CDE alocada para esse fim e mais recursos da privatização da Eletrobras. Em uma análise prévia, a previsão é de que aja economia de 40%, mas afirma ser necessário um estudo mais detalhado por conta da diferença entre as regiões e das soluções.
Confira na íntegra a entrevista concedida por Alexandre Viana ao CanalEnergia em nosso estúdio localizado no Enase em comemoração aos 25 anos do mais tradicional portal de notícias do setor elétrico.

