A Spic Brasil está em compasso de espera para o Leilão de Reserva de Capacidade para disputar o produto hídrico. A ideia da empresa é de disputar o certame por meio de lance em um projeto que visa utilizar uma nova máquina na UHE São Simão (MG/GO, 1.710 MW). A central tem quatro vãos vazios no momento.

A gerente de Regulação, Erika Breyer, diz que a empresa tem apetite pela modalidade de contratação, mas que, nesse primeiro momento, a ideia é de aproveitar apenas um dos vãos no leilão. Até porque essa é a primeira oportunidade em que o produto hídrico entra nessa forma de contratação que deve ficar para o início de 2026, diante dos prazos.

“O prazo está curto para sair ainda este ano. Acredito que início de 2026 [ocorra leilão] até porque o ONS precisa de capacidade disponível para o SIN. Existe deficit de potência com o operador tomando outras medidas para suprir esse deficit neste ano já que com o produto 2025 não será possível”, comentou ela em entrevista ao CanalEnergia.

A executiva da Spic lembra que o Brasil possui cerca de 7 GW ao total em UHEs com os chamados poços vazios, com infraestrutura disponível e sem impacto ambiental adicional.

A expectativa é de que as regras para o produto hídrico não deverão mudar ante a fonte fóssil, que foi a origem do adiamento do leilão. “Como a demanda por potência se tornará algo anual achamos que teremos outros leilões, então faríamos os aportes de forma progressiva”, acrescentou a executiva.

Outras possibilidades que estão no radar da Spic, contou Erika, passam pela discussão sobre o estabelecimento de um produto específico para repotenciação de UG antigas. No caso da Spic, na UHE São Simão, essa possibilidade poderia ser viabilizada nas outras 4 unidades que ainda faltam ser modernizadas de um total de 6 UGs. E ainda o LRCAP de baterias.

Confira na íntegra a entrevista concedida por Erika Breyer ao CanalEnergia em nosso estúdio localizado no Enase 2025, em comemoração aos 25 anos do mais tradicional portal de notícias do setor elétrico.