Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que o Brasil encerrou o primeiro semestre de 2025 com um consumo total de 71.507 MWm. O volume representa uma estabilidade em relação ao mesmo período de 2024, apesar de se manter elevado frente aos últimos anos.

Segundo a CCEE, essa estabilidade é atribuída, principalmente, às temperaturas mais amenas registradas ao longo dos primeiros meses do ano em boa parte do país.

No período, o mercado regulado, abastecido pelas distribuidoras locais e com forte participação do consumo residencial, foi responsável por 41.492 MWm. Esse volume representa uma retração de 5,9% em relação ao mesmo período de 2024. De acordo com a CCEE, o desempenho foi impactado tanto dias mais frios neste ano quanto pelo avanço do processo de migração de consumidores.

Contudo, o mercado livre, que permite que consumidores escolham seus fornecedores, negociem condições contratuais e busquem maior eficiência e economia, absorveu 29.565 MWm no primeiro semestre. O volume representa um expressivo crescimento de 9,7%, consolidando o ambiente de contratação livre como responsável por 41,3% da demanda total de energia do país.

Consumo por ramo de atividade econômica

O monitoramento da CCEE sobre o consumo setorial evidencia importantes sinais da atividade econômica nacional. Entre os 15 segmentos analisados no primeiro semestre, destacaram-se Saneamento (+38,2%), Serviços (+28,5%) e Comércio (+16,7%) como os setores com maior avanço na carga de energia.

Segundo a CCEE, esse crescimento está diretamente relacionado à entrada de pequenas e médias empresas no mercado livre, como padarias, farmácias, hotéis e cafeterias, perfil que vem ganhando protagonismo na transformação do modelo de consumo energético no Brasil.

Regiões

A análise mostra os impactos das temperaturas nas diferentes localidades do país. Entre os estados que registraram maiores reduções no consumo, destacam-se Amapá (-9,1%), Mato Grosso do Sul (-8,2%) e Rondônia (-6,7%). Por outro lado, Maranhão (+10,2%), Acre (+9,8%) e Rio Grande do Sul (+5,6%) apresentaram os maiores crescimentos no consumo elétrico no período.

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