A Prefeitura do Rio inaugurou no último domingo, 2 de novembro, o Solário Carioca. O empreendimento consiste em uma usina solar fotovoltaica de 5 MW. Assim, a prefeitura calcula uma economia anual de cerca de R$ 2 milhões aos cofres municipais. O investimento foi de R$ 45 milhões. A usina de Santa Cruz foi estruturada em parceria com a rede C40 Cities e a agência alemã GIZ, pelo programa CFF – Cities Finance Facility. O projeto transformou um antigo aterro sanitário em polo produtor de energia limpa.
Todo o empreendimento ocupa 15 hectares de área total, desses, 8,4 ha. são utilizados pelos painéis. O Solário Carioca conta com 9.240 placas solares de 700 W cada. A energia produzida no local é destinada a prédios públicos. A capacidade é a suficiente para fornecer energia para cerca de 100 escolas municipais por dia. Outras áreas ociosas na cidade já estão sendo mapeadas para a instalação de usinas fotovoltaicas similares. A meta é atingir 20 MW até 2028.
Entretanto, essa não é a primeira iniciativa dessa natureza. Ainda em 2023, a cidade de Curitiba (PR) recebeu seu primeiro empreendimento solar em um aterro sanitário desativado. O investimento na planta foi de R$ 28 milhões. A planta de geração conta com 4,55 MW com 8,6 mil painéis solares.
Economia de R$ 2 milhões
Eduardo Paes, prefeito do Rio, afirmou que esta usina representa um momento único para celebrar a participação municipal na implementação de soluções climáticas. Há uma simbologia ao transformar um aterro sanitário subutilizado em um polo de geração de energia limpa. Segundo ele, desse modo, há uma redução significativa na emissão de gases de efeito estufa e uma economia de mais de R$ 2 milhões por ano. Além disso, também gera 234 empregos diretos e 60 empregos indiretos, priorizando a população local.
As obras começaram em junho de 2025 e o tempo de construção durou cinco meses. O projeto foi viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada. A Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos estruturou a operação e houve colaboração das secretarias municipais de Fazenda e Planejamento e de Coordenação Governamental. O consórcio privado vencedor da licitação foi o Rio Solar. Dessa maneira, a iniciativa não gerou custos financeiros para a Prefeitura, que cedeu o terreno para a instalação dos painéis solares. O contrato estabelece concessão de 25 anos para a implantação, operação e manutenção da usina.
Mecanismo de financiamento
O Solário Carioca nasceu com apoio do mecanismo de financiamento para cidades da C40. Este foi lançado na COP21 por Paes, então presidente da C40. A meta é a de tirar do papel projetos sustentáveis e transformar planos climáticos em ação concreta. O modelo do mecanismo CFF é implementado conjuntamente pela C40 e pela GIZ. Adicionalmente, foi financiado por instituições estrangeiras. A primeira é o Ministério Federal Alemão para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ). Outro órgão é o Ministério das Relações Exteriores, da Comunidade Britânica e do Desenvolvimento (FCDO) do Reino Unido.
O CFF foi lançado na COP21 em Paris pelo prefeito Eduardo Paes quando foi o presidente da rede C40. O CFF é implementado conjuntamente pela C40 e pela GIZ GmbH e é financiado pelo Ministério Federal Alemão para Cooperação Econômica e Desenvolvimento e pelo Ministério das Relações Exteriores, da Comunidade Britânica e do Desenvolvimento do Reino Unido.
A princípio, do ponto de vista ambiental, o Solário Carioca deverá evitar a emissão de aproximadamente 40 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. Isso equivale à retirada de cerca de 25 mil veículos das ruas. O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

